Bate-papo com Michel Filho
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Bate-papo com Michel Filho

Armando Fávaro

30 Março 2014 | 11h42

O fotojornalista Michel Filho trabalhou nos jornais O Fluminense, Jornal do Brasil, e atualmente é editor na sucursal paulista do O Globo. Michel recebeu o Prêmio Esso de Fotografia com a imagem “Manifestação e tiroteio na linha Vermelha”.

AF_ Existe diferença entre o fotojornalismo da cidade do Rio de Janeiro e o da cidade de São Paulo?
Michel_ Não. As diferenças são metodológicas. Existem tendências fotográficas onde cada fotojornalista distingue a forma de contar sua história.

AF_ Quais as vantagens e as desvantagens de trabalhar numa sucursal de um veículo de comunicação?
Michel_ Trabalhar na sede, perto das decisões da redação (editores), é incomparável. Na sucursal o que vale, basicamente, são as decisões da redação. O consenso é fundamental.

AF_ Qual o papel do fotojornalismo nas jornadas de protestos no país?
Michel_ Papel histórico fundamental! Diferentes de outras épocas, podemos estar mais próximos dos fatos com lentes que aproximam com uma rapidez incrível. Fotos múltiplas (rápidas e de vários ângulos), capacidade de leitura ótica que ultrapassa 100.000 ISO (noturnas).

AF_ O grande volume de imagens produzidas pode restringir o papel da fotografia como instigadora do pensamento?
Michel_ De forma alguma! Ao contrário. Abrem possibilidades de discussões inatingíveis. O cidadão do celular reconhece a tese.

AF_ Como você vê a necessidade do profissional multimídia?
Michel_ Fundamental. Entretanto, é necessário escolher o fundamental. Foto ou vídeo.

AF_ Durante uma pauta, no instante em que ocorrer o principal evento, você fotografaria ou filmaria?
Michel_ Hoje fotografaria. Depois contaria a história em vídeo com fotos. Em breve, poderemos filmar e escolher, com exatidão, o melhor frame.

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