O milagre da multiplicação, de câmeras
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O milagre da multiplicação, de câmeras

Armando Fávaro

27 Março 2014 | 11h02

Em sua pesquisa sobre o início do cinema sonoro, intitulada You ain’t Heard Nothin’ yet (Você ainda não ouviu nada), Andrew Sarrys afirma que 6 de outubro de 1927 foi um dia “marcado para sempre na história do cinema, tão temerosamente decisivo como Waterloo, Sarajevo ou Pearl Harbor”. Nessa data, estreou o primeiro filme falado, O Cantor de Jazz, na cidade de Nova York. Essa descrição demasiada reflete a natureza da intensa mudança que o som traria e os receios nefastos dos que acreditavam que os filmes falados diminuiriam a arte cinematográfica.

Mas a cultura humana é cumulativa, numa interação contínua de tradição, mudança e transformação, e O Cantor de Jazz tornou a passagem para o cinema sonoro irrevogável. Os mesmos receios nefastos causaram as tecnologias comunicacionais ao desembarcarem nas redações. Todavia, o desenvolvimento de novas tecnologias sempre desempenhou um papel primordial na disseminação da comunicação. Isso   ocorre especialmente na atual transição para um ambiente de novas formas de produzir e circular a informação, pois difere das experiências passadas, quando as tecnologias surgiam lentamente. Atualmente atravessamos um período de mudanças particularmente rápidas e intensas, possibilitadas pela disseminação e proliferação de canais comunicativos, de novas plataformas e pela portabilidade dos aparatos contemporâneos. Tudo isso tem permitido que a comunicação desempenhe atividade essencial na construção de espaços interativos, o que impulsiona e renova o fazer jornalismo.

 

Três visitas papais: João Paulo II quando de sua visita à cidade de Aparecida, em 4 de julho de 1980, foto de Rolando de Freitas/Estadão; Bento XVI em sua visita à Catedral da Sé, na cidade de São Paulo, em 11 de maio de 2007, foto de Nilton Fukuda/Estadão; e Francisco I em Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, em 25 de julho de 2013, foto de Wilton Júnior/Estadão.