NOTICIAS DIVERSAS

Estadão

25 Agosto 2009 | 00h06

Euclydes da Cunha – Sobre o bárbaro crime de que foi victima o dr. Euclydes da Cunha encontramos no Jornal do Commercio mais as seguintes informações: “Avoluman-se dia a dia os autos do processo relativo ao assassinato do dr. Euclydes da Cunha. Ao mesmo tempo crescem também, cada vez mais nítidas e mais esmagadoras, as provas contra o aspirante Dillermando de Assis. Nada menos de quatro depoimentos, solidamente encadeados entre si, accordes na forma e na essência, já destruíram completamente a allegação de legitima defesa com que Dillermando procurara justificar o seu acto. As declarações de d. Henriqueta de Araujo Medeiros, reunidas hontem ao inquérito pelo dr. Oliveira Alcantara, são de uma simplicidade inilludivel:
Estava dentro de sua casa, que fica frente a frente com a “republica”, quando ouviu tiros.
Dirigiu-se para a varanda afim de recolher os filhos. Dahi presenciou toda a scena. Um homem, de costas para sua casa, em pé, no jardim, voltado para Dillermando, que do alto do acimentado “aprumou” um grande revolver negro, para elle e disparou um tiro. Viu o homem immediatamente cambalear e cair. Neste momento, emocionada com a horrorosa scena, sentiu a vista se lhe turvar e caiu sem sentidos.
Este depoimento confirma ainda uma vez as declarações de Celina e completa as do sr. Joaquim Vaz de Araujo, bem como as do próprio irmão de Dillermando de Assis.
O dr. Oliveira Alcantara procurará ainda a testemunha de uma outra pessoa, cujo nome não podemos obter, mas sabemos tratar-se de um empregado da Repartição Geral dos Correios. (…)(pág. 3, col. 8)