RIO

Estadão

27 Agosto 2009 | 00h08

A Noticia, em editorial, referindo-se ao artigo da Imprensa de hontem sobre a candidatura do sr. Hermes da Fonseca diz, em resumo, que a Imprensa explica com clareza de aço, no mais formoso stylo que os olhos da Nação se voltaram para o exercito, porque elevando o seu chefe ao fastígio do poder acabaríamos de vez com a política de corrilhos.
Foi, porém, perfeita illusão essa confusão do exercito impessoal com a pessoa de um candidato. O sr. Hermes da Fonseca, escolhido por ser militar, não arrastou, como pensaram os promotores da sua candidatura, a nobre solidariedade da classe nesta aventura política.
Apresentado para aterrorisar uma candidatura, o sr. Hermes da Fonseca está em frente de outra.
Toda a habilidade, a maior habilidade das combinações occasionaes, não resiste á força do bom senso publico.
Não temos hoje a candidatura do sr. David Campista, mas temos a de Ruy Barbosa contra a do sr. Hermes da Fonseca.
E nas sensível e objectiva do bom senso publico reflexte-se a curiosa imagem das candidaturas de maio, revelando até onde póde ir a sinceridade política do sr. Hermes da Fonseca, de braço dado com o sr. Wenceslau Braz, o consorcio do candidato militar, contra a candidatura do palácio, com o peregrino que foi a S. Paulo, o primeiro entre os primeiros, para trazer da política paulista o compromisso do seu apoio, exactamente para a candidatura do palácio.