EUCLYDES DA CUNHA

Estadão

28 Agosto 2009 | 00h10

Completando o nosso telegramma de hontem sobre o depoimento de Dillermando Assis, assassino do nosso inesquecível collaborador Euclydes da Cunha, transcrevemos do Jornal do Commercio o seguinte: “O inquérito sobre o trágico assassinato do escriptor Euclydes da Cunha entrou francamente na sua ultima phase.
As auctoridades encarregadas do processo policial tomaram hontem as declarações do aspirante Dillermando de Assis.
Como é sabido o accusado estava incommunicavel, com sentinella á vista, no seu cubículo da enfermaria n.1 do Hospital Central Militar.
O delegado dr. Oliveira Alcântara, na supposição de que Dillermando faria um depoimento totalmente negativo, pretendeu acareal-o com Anna Sólon, tendo para isso dado todas as providencias afim de que em um dado momento aquella senhora pudesse ser apresentada ao preso, de sorte que oppondo o seu franco depoimento ás negativas que se esperam de Dilleramando, induzisse-o a mudar de tática e entrar no terreno dos factos verídicos (…)