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Estadão

29 Agosto 2009 | 00h05

Do Jornal do Commercio transcrevemos a integra do depoimento de Solon da Cunha, filho do nosso grande e mallogrado escriptor Euclydes da Cunha, assassinado na Piedade, pelo aspirante Dillermando de Assis:
“No sabbado, de tarde, ao chegar á casa, seu pae a elle se dirigiu, perguntando: “Sabe onde está sua mãe?, ao que respondeu não saber.
Retorquiu-lhe então seu pae: “Sua mãe não está em casa de sua avó, sua mãe é um mulher adultera”.
Á vista disso e sentindo-se com o que lhe havia dito seu pae, disse-lhe: “Pois meu pae, se isso for verdade, daqui eu irei para a Casa de detenção”.
Momento depois seu pae lhe deu duas pratas de 500 réis. Descendo então a escada preparou-se e saiu, tomando um trem com destino á casa de Dillermando, na estrada real de Santa Cruz.
Assim procedeu porque momentos antes de lhe falar seu pae, ouvira d. Angelica dizer ao dr. Euclydes que sua mãe se achava alli e lhe haver dito seu pae que sua mãe não estava em casa de sua avó.
Chegou á casa de Dillermando ás 8 horas e meia da noite e encontrou-o na sala de visitas conversando com sua mãe.
Dirigindo-se a ella, fez-lhe sentir o que se passava com seu pae, convidando-a a ir para casa.
Sua mãe ponderou que chovia e que não era possível sair assim retorquindo o declarante, insistindo para que ella fosse, ao que Dillermando obstou com a seguinte phrase: “Sua mãe não sae daqui”. (…) O resto da noite passou em vigília.
Na manhan seguinte, ..perto de dez horas, achava-se em um tanque de quintal, lavando o rosto, quando ouviu um tiro, que se recorda ser bastante forte, logo após outro, mas fraco, e depois detonações repetidas. (…)