Quarta-feira, 14 de dezembro de 1910

Estadão

14 de dezembro de 2010 | 00h00

 

RUY BARBOSA

 

Conforme noticiamos, chegou hontem a esta capital, pelo nocturno, em companhia de sua exma. Esposa, sra d. Maria Augusta, de sua gentilíssima filha, senhorita Maria Luiza e do dr. Lopes Martins, o sr. conselheiro Ruy Barbosa, illustre senador federal pela Bahia.

Na gare da Luz, apesar de ser conhecida de restricto numero de pessoas a sua chegada, esperavam o eminente brasileiro os srs. Dr. Wladimiro do Amaral e capitão Arthur Godoy, official de gabinete e ajudante de ordens do sr. presidente do Estado, dr. Olavo Egydio, secretario da fazenda e vários cavalheiros(…)

(…)A vinda do dr. Ruy Barbosa a S.Paulo prende-se ao melindroso estado de sua filha, a exma. Esposa do dr. Baptista Pereira, pois a permanência de seu illuste progenitor no Rio, no tumultuar dos últimos acontecimentos, sobremodo affligiam a enferma. Demais, estando para fechar-se o Congresso, od r. Ruy Barbosa entendeu azada a occasião para fazer o seu de há muito promettido passeio a S.Paulo, para descansar dos ingentes trabalhos a que ultimamente ligou imperecivelmente o seu nome. (…)

INGLATERRA

A revolta do batalhão naval e a imprensa ingleza- O credito do Brasil

LONDRES, 13 (D.)- Apesar de confirmada a noticia de que fora debellada a revolta do batalhão naval, na ilha das Cobras, a imprensa continua a pôr em circulação boatos inquietadores.

O “Financial News” diz que, apesar dos esforços dos especuladores, os títulos brasileiros se mantiveram na cotação habitual, o que demonstra a firmeza do crédito do paiz.

O “Finacial Times” attribue a indisciplina da marinhagem ao facto das tripulações serem heterogêneas.

Além disso, allega que o pagamento é insuficiente, o pessoal é deficiente e o serviço se tornou demasiadamente pesado. Acredita que os machinistas inglezes embarcados nos couraçados tenham contribuído para pôr em contraste ainda mais forte as condições das duas marinhas.

O “Financier” attribue os acontecimentos às mesmas causas que o “financial”.

INGLATERRA

Porque o Rio de Janeiro não foi bombardeado- A opinião do sr. Bryce

LONDRES, 13 (D.)- O “Daily Telegraph” diz que um seu representante entrevistou o sr. James Bryce, que lhe deu informações sobre a revolta de 23 de novembro, a que teve occasião de assistir. Disse o sr. Bryce que os marinheiros desistiram de bombardear o Rio com os canhões de doze pollegadas, porque ficaram estarrecidos com o raio das primeiras detonações que foram formidáveis.

CHILE

A moção da delegação brasileira sobre a doutrina de Monroe

SANTIAGO, 13 (A.)- A chancellaria chilena, tendo sido consultado pelo sr. Alexandre Alvarez, delegado techinico do Chile ao quarto congresso pan-americano, reunido há mezes em Buenos Aires, sobre uma moção de applausos à doutrina de Monroe apresentada pela representação brasileira áquelle congresso, fez publicar uma exposição de mottivos dizendo que essa attitude assumida pelo Chile não importa em desaire para o Brasil, pois apenas foi devido á difficuldades de formular o reconhecimento da hegemonia norte-americana. 

 

 

 

CHILE

A moção da delegação brasileira sobre a doutrina de Monroe

SANTIAGO, 13 (A.)- A chancellaria chilena, tendo sido consultado pelo sr. Alexandre Alvarez, delegado techinico do Chile ao quarto congresso pan-americano, reunido há mezes em Buenos Aires, sobre uma moção de applausos à doutrina de Monroe apresentada pela representação brasileira áquelle congresso, fez publicar uma exposição de mottivos dizendo que essa attitude assumida pelo Chile não importa em desaire para o Brasil, pois apenas foi devido á difficuldades de formular o reconhecimento da hegemonia norte-americana.

 

 

 

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