Acompanhe o terceiro dia de julgamento do goleiro Bruno

Felipe Tau

06 de março de 2013 | 08h55

20h27 – Juíza encerra a sessão de hoje. Amanhã é o último dia de julgamento do goleiro Bruno.

20h07 – Bruno deu versão diferente da de Dayanne sobre o dia em que ela foi presa. Enquanto no depoimento de ontem sua ex-mulher disse que tentou falar várias vezes com Bruno, mas ele não atendia ao celular, o goleiro disse que tentou falar com Dayanne e ela não teria atendido ao celular.

20h03 – “Eu perdoo Macarrão por tudo, mas vou cuidar da minha família e ele da dele”, disse Bruno ao ser questionado pelos jurados sobre como era a relação dos dois hoje.

19h27 – Depois de se ausentar da sala do júri por determinação da juíza, uma vez que não responderia as perguntas de Ércio Quaresma, advogado de Bola, Bruno retorna para responder agora as perguntas dos jurados.

17h50 – Depois de ficar em silêncio e de cabeça baixa durante as perguntas do promotor, Bruno respondeu às poucas questões de seu advogado de defesa Lúcio Adolfo. Perguntado se poderia ter evitado a morte de Eliza, ele disse que sim. Também admitiu que se beneficiou do fato.

17h48 – E continuou: “Na sexta-feira, por volta das 17h, 18h, ela já estava com o dinheiro, pegou o dinheiro, e saiu do sítio. “Ela, o Bruninho, o Luiz Henrique e o Jorge”. Saíram na Ecosport”. Perguntado para onde, Bruno disse que ela achava que ela iria para um ponto de táxi. “Eu acreditava que seria aquilo ali. Depois que ela saiu, o que eu tinha conversado com ela, ela estaria indo a São Paulo resolver problemas pessoais. Mas não foi”, disse.

O goleiro disse que o amigo e o menor retornaram “por volta de umas 22h, 23h”, com Bruninho, e ele estava na área de churrasqueira, onde costumavam fazer festa. “Aí chegou o Jorge muito assustado, e o Macarrão, mais tranquilo, mas um pouco assustado”. Bruno interrompe o depoimento e chora. Bruninho chorando, achei aquilo estranho, e perguntou: “Pelo amor de Deus, o que vocês fizeram com ela”. Nesse momento, Macarrão disse: resolvi o problema que tanto te atormentava”. Eu naquele momento, excelência, peguei o Bruninho no colo, entreguei para a Dayanne. Eu cheguei perto do Jorge e perguntei o que tinha acontecido e ele disse: pergunta para o Macarrão, que o Macarrão ajudou a matar Eliza.

17h41 – Segundo Bruno, ficou acertado que ele pagaria a Eliza na segunda-feira, e que o dinheiro já estava no sítio em espécie, para bancar a despesa do time 100% a uma viagem no Rio de Janeiro.

Questionado pela juíza sobre por que não deu o dinheiro logo a Eliza, resolvendo o problema, ele respondeu: “Eu poderia passar esse dinheiro, mas o Luiz Henrique tinha que levar a BMW, que era emprestada. Ele foi às 6h da manhã na segunda-feira com a Fernanda. Ele ia aproveitar para sacar o dinheiro da minha conta e trazer para que pudesse passar o dinheiro a Eliza. E nesse tempo Eliza ficou no sítio como hóspede”.

Segundo Bruno, Macarrão ficou no Rio até quarta-feira “resolvendo outros problemas” que ele não soube dizer quais, e organizando a festa do time 100%. “No mesmo dia ele passou o dinheiro para minhas mãos e eu passei o dinheiro para Eliza”. Bruno disse que ela estava super à vontade na casa dele. E ela sabia que nós voltaríamos para o Rio na sexta-feira.

17h33 – Antes de revelar sua versão sobre como ficou sabendo da morte de Eliza, Bruno contou como foi a ida de Eliza para Minas Gerais. Segundo ele, depois de fazer ele mesmo um curativo no ferimento dela, conversaram sobre a pensão e a modelo disse ter negociado com Macarrão que receberia R$ 50 mil.

Ela falou que tinha feito acordo com Macarrão para pegar certa quantia, R$ 50 mil. Bruno disse que não tinha R$ 50 mil. “Eu disse a ela que teria R$ 30 mil, mas não tinha problema que eu depositava na segunda-feira”. E ela não aceitou e teria dito: “Eu já conversei com Macarrão e eu sei que vocês têm dinheiro. Então eu vou com vocês para Minas Gerais para receber o dinheiro”, relatou. “Contra minha vontade ela foi para Minas Gerais”, disse o goleiro à juíza.

Bruno disse que foi com Fernanda na BMW emprestada do amigo chamado Vitinho, e que Eliza, Macarrão e Jorge, seu primo, viajaram na Range Rover. Relatou ainda que chegaram a Contagem por volta das 6h, e contou uma história confusa. Afirmou que não conseguiu falar com o caseiro do seu sítio, o Elenilson, para saber se sua ex-mulher Dayanne estava usando o local, mas não teria conseguido. Foi por isso também, segundo ele, que Macarrão foi para um motel com Eliza, Bruninho e Jorge.

Bruno foi, então, para a casa de sua mãe com ela no bairro Minaslândia, em Belo Horizonte, mas lá chegando teria ouvido vozes de criança e teve receio de encontrar Dayanne ali. Depois de viajar a noite inteira, Bruno ainda teve ânimo para convidar Fernanda para conhecer sua cidade natal, Ribeirão das Neves, antes de ir para um motel dormir.

17h23 – Neste momento, o promotor Henry Vasconcelos faz seus questionamentos a Bruno, que se mantém em silêncio, Na abertura da sessão, o advogado do goleiro já havia dito que ele só responderia às questões da juíza e da defesa.

Antes de revelar sua versão sobre como ficou sabendo da morte de Eliza, Bruno contou como foi a ida de Eliza para Minas Gerais. Segundo ele, depois de fazer ele mesmo um curativo no ferimento dela, conversaram sobre a pensão e a modelo disse ter negociado com Macarrão que receberia R$ 50 mil.

Ela falou que tinha feito acordo com Macarrão para pegar certa quantia, R$ 50 mil. Bruno disse que não tinha R$ 50 mil. “Eu disse a ela que teria R$ 30 mil, mas não tinha problema que eu depositava na segunda-feira”. E ela não aceitou e teria dito: “Eu já conversei com Macarrão e eu sei que vocês têm dinheiro. Então eu vou com vocês para Minas Gerais para receber o dinheiro”.

17h02 – Questionado sobre a promessa de um apartamento para Eliza, ele confirmou, mas disse que foi em ocasião anterior, quando negociavam a pensão da criança.

“Quando eu tratei desse assunto com a Eliza, eu disse que esse apartamento seria comprado em Minas. Ela queria olhar apartamento aqui, sim, até porque eu dei o dinheiro para ela”.
“Mas o senhor disse que o dinheiro era para outra coisa…”, questionou a juíza Marixa. “Realmente era para outra coisa”, confirmou Bruno

17h01 – Bruno se contradisse quando falou sobre José Lauriano, o policial Zezé que está sendo investigado por envolvimento no crime. Ele admitiu conhecê-lo”, e que ele era empresário de um grupo de pagode chamado “Neguinho”. “Eu o conheci através do Luiz (Henrique, o Macarrão) e comecei a conviver, no final de 2009, excelência”. O goleiro admitiu que ele já foi a seu sítio “umas duas vezes”, e não eram ocasiões de festas. Porém, ele disse que banda dele havia tocado no sítio “mais de duas vezes”.

Perguntado se sabia que Eliza seria executada, Bruno disse: “Eu não mandei, mas eu aceitei”. Afirmou que, posteriormente, Macarrão revelou que havia contratado Marcos Aparecido, Bola, para que ele matasse Eliza. Apelido que ele só ficou sabendo pela imprensa. “Pelo Macarrão e Jorge fiquei sabendo dele apenas como Neném”, afirmou.

16H10 – O goleiro Bruno, chorando, acaba de admitir que sabia que Eliza foi morta no dia 10 de junho de 2010. Ele contou que ela havia sido morta por Macarrão na noite do dia 10 de junho de 2010. “No momento que ele falou comigo eu fiquei desesperado, chorei muito. Fui até o Macarrão e perguntei o que você fez, cara? Não tinha necessidade, não”. Macarrão disse que ela estava atrapalhando demais, atrapalhando os meus projetos. Naquele momento eu senti medo”.

Aos prantos, Bruno disse que Macarrão não falou como ela tinha sido executada. “Mas eu cheguei perto do Jorge e perguntei como tinha acontecido. O Jorge falou comigo que o Macarrão foi até o Mineirão, e conversou com uma pessoa no orelhão, e naquele momento começou a seguir um cara de moto até uma casa na região de Vespasiano e lá entregou Eliza para um rapaz chamado Neném”, afirmou Bruno. E que lá um rapaz perguntou para Eliza se ela era usuária de drogas, chorou a mão dela e pediu que Macarrão amarrase as mãos dela para frente, e deu uma gravata nela. E o Macarrão pegou e ainda chutou as pernas de Eliza. Foi o que o Jorge me falou. E que ainda tinha esquartejado o corpo dela, tinha jogado o corpo dela para os cachorros comerem”.

“O rapaz foi até um porão e pegou um saco preto e perguntou se eles queriam ver o resto e eles pegaram e saíram desesperado”. Aí os meninos falaram que não queriam ver nada, e foram embora com o Bruninho.

14h40 – Belo Horizonte – Bruno pediu para contar sua versão dos fatos. “Conheci Eliza na festa de um amigo em em 2009, nos conhecemos e nos envolvemos e desse envolvimento nasceu uma criança. Nesse tempo nós conversamos bastante, houve várias vezes muitas discussões entre eu e a Eliza, no tempo em que ela estava grávida”.

Segundo Bruno,  Eliza cobrava que ele arcasse com as despesas. “Realmente ela cobrava de mim que eu arcasse com as despesas. Algumas vezes eu ajudei, sim, só que ela queria que eu ajudasse mais. Eu não podia porque eu não tinha feito exame de DNA. Naquela noite, ela se envolveu também com outras pessoas”, afirmou.

14h23 – O goleiro Bruno Fernandes acaba de negar ter sido o mandante do assassinato de Eliza Samudio, mas disse sentir culpado, em partes. “Como mandante dos fatos, eu nego, mas, de certa forma, me sinto culpado”, afirmou.

14h18 – O advogado Lúcio Adolfo acaba de informar aos presentes na sala do júri que o goleiro Bruno só vai responder às perguntas dos seus advogados de defesa, da juíza Marixa Rodrigues e dos jurados. Neste momento, a juíza lê a peça que resume os motivos pelos quais ele está sendo julgado.

14h05 – Juíza lê acusações contra o goleiro Bruno. Começa o julgamento.

14h00 – Acaba de ser negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais o pedido de habeas corpus feito pelos advogados do goleiro Bruno, impetrado na quarta-feira da semana passada. Os defensores do goleiro apostavam que os desembargadores do TJ acatariam o pedido de revogação da prisão e que ele, inclusive, poderia participar já do último dia do julgamento, que é amanhã, em liberdade domiciliar.

Com a decisão, ele permanecerá detido na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, cidade onde está sendo julgado desde segunda-feira junto de sua ex-mulher, Dayanne dos Santos. O ex-goleiro do Flamengo, que já está na sala do júri, começa a depor neste momento sobre seu envolvimento no assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio. Prevista para começar às 13h, a sessão foi atrasada a pedido dos advogados de Bruno.

13h51 – O goleiro Bruno já está na sala do Fórum de Contagem (MG) e aguarda o começo do julgamento.

11h08 – O Ministério Público Estadual (MPE) vai tentar convencer os jurados do julgamento do goleiro Bruno Fernandes, que chega ao terceiro dia nesta quarta-feira, 6, de que o atleta estava presente quando sua ex-amante Eliza Samudio, de 24 anos, foi assassinada em 10 de junho de 2010. Segundo o promotor Henry Wagner Vasconcelos, há provas no processo de que o jogador teria acompanhado seu braço direito Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e o então adolescente Jorge Luiz Lisboa Rosa quando eles levaram a vítima para ser morta na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Leia reportagem.

9h19 – No primeiro dia de julgamento foi decido o conselho de jurados, com cinco mulheres e dois homens, e a delegada Ana Maria dos Santos, responsável por parte das investigações, foi ouvida. No segundo dia, foram ouvidos o policial João Batista Guimarães, que acompanhou o depoimento do ex-motorista de Bruno, Célia Rosa Sales, a prima de Bruno e a ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues, que responde por sequestro e cárcere privado da criança que o jogador teve com a vítima.

8h27 – Após 974 dias atrás das grades, um dos réus mais notórios do País, o ex-goleiro do Flamengo Bruno Fernandes das Dores de Souza, de 28 anos, comparece nesta quarta-feira, 6, à terceira sessão do júri popular que começou na segunda-feira. Acusado de mandar sequestrar e matar a ex-amante Eliza Samudio, de 24 anos, com quem teve um filho, o atleta está sendo julgado em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde está preso. Seu depoimento está marcado para esta quarta e a expectativa é de que ele admita, pela primeira vez, que Eliza está morta, conforme apurou o Estado.

 

Bruno é aconselhado pelo advogado na sala onde ocorre o julgamento no Fórum de Contagem. Foto: Bernardo Salce/ Agência I7

Veja como foi o segundo dia de julgamento

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ESPECIAL: veja a linha do tempo do caso Bruno

 

A ex-mulher de Bruno, Dayanne Rodrigues do Carmo, que responde por sequestro e cárcere privado da criança que o jogador teve com a vítima, também está sendo julgada. Nessa terça-feira ela prestou depoimento por cerca de quatro horas e negou envolvimento no crime. Disse, no entanto, ter visto todos os acusados no sítio do ex-atleta do Flamengo na época, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Apesar do reconhecimento de que a vítima morreu, a estratégia da defesa de Bruno seria atribuir o assassinato de Eliza a Luiz Henrique Romão, o Macarrão, então braço direito do goleiro, que já foi condenado pelo crime. em novembro. “Dissemos para ele (Bruno) contar o que sabe. A máscara já caiu. Ele não é mais goleiro do Flamengo. É um cidadão comum, um preso, um réu”, declarou o advogado Tiago Lenoir, um dos defensores do jogador. Uma confissão, no entanto, está descartada. “Se ele confessar vai surpreender até os advogados”, salientou.

Além de dois julgamentos de outros três acusados, marcados para abril e maio, novas investigações estão em andamento para apurar a possibilidade de outros dois ex-policiais civis mineiros terem participado do assassinato com Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, outro ex-agente acusado formalmente pelo crime.

Bruno e Dayanne já estiveram à frente de um júri popular em novembro, mas não foram julgados. Após uma série de manobras da defesa, o processo foi desmembrado, primeiro em relação ao ex-policial, o Bola, que será julgado em 22 de abril, e também no caso do goleiro e da ex-mulher. Outra ex-amante de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, foi condenada com Macarrão na época.

A grande diferença entre o julgamento de novembro e o que começa nesta segunda-feira, 4, é que, no ano passado, todos os envolvidos negavam até mesmo que Eliza estivesse morta, já que o corpo nunca foi encontrado. Diante do júri, porém, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, ex-braço direito e amigo de infância de Bruno, assumiu que a modelo foi assassinada e ainda acusou o goleiro de ter sido o mandante, como sustentam a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE). Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão. A confissão levou a juíza Marixa Fabiane Lopes a determinar a expedição do atestado de óbito de Eliza.

A decisão do júri não será o desfecho da história. Além de dois julgamentos de outros três acusados, marcados para abril e maio, novas investigações estão em andamento para apurar a possibilidade de outros dois ex-policiais civis mineiros terem participado do assassinato com  Bola.