Advogada diz que perícia não aponta sangue no elevador, ao que ex-detento responde: "É a senhora que está falando"

Viviane Bittencourt

15 de abril de 2013 | 15h52

Marco Antônio de Moura, segunda testemunha de acusação a ser interrogada nesta segunda-feira, respondeu às perguntas da advogada de defesa Ieda Ribeiro de Souza. Moura já respondeu às questões do juiz e do promotor do caso.

A advogada quis saber se a testemunha conhecia o nome de alguns detentos mortos, do doutor Drauzio Varella e de um funcionário da prisão. Ieda também também questionou o que Moura conseguia enxergar da sua cela e o que presenciou no dia 2 de outubro de 1992.

Segundo a advogada, o resultado da perícia não aponta nenhum indício de sangue no elevador. “Isso é a senhora que está dizendo“, respondeu Moura, afirmando que viu detentos sendo mortos no local. “Eu estava lá e vi. A senhora não estava lá.”

Jurados fizeram duas perguntas e o testemunho de Moura foi encerrado, após uma hora.

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