Ao vivo: Manifestantes voltam às ruas de São Paulo na manhã desta terça-feira, 25

Felipe Tau

25 de junho de 2013 | 06h30

Pelo menos dez manifestações estão marcadas para esta terça-feira no País. Em São Paulo, o movimento Periferia Ativa organizou um ato para as 7h, que terá três pontos de concentração: praça do Campo Limpo, Estação Capão Redondo do Metrô, na zona sul, e Estação Guaianazes da CPTM, na zona leste. O movimento defende a tarifa zero para o transporte público, redução do custo de vida e saúde e educação “padrão FIFA”.

O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e os movimentos Periferia Ativa e Resistência Urbana vão se encontrar com Dilma Rousseff às 16h de hoje, em Brasília. Eles foram convidados pela presidente e estão articulando a pauta porque “foram pegos de surpresa”, dizem os representantes, que estudam as propostas de Dilma após o pronunciamento de segunda-feira, 24.

No estado, há manifestações previstas em São José dos Campos, Ribeirão Preto, Itatiba, Vargem Grande Paulista, São Carlos e Taboão da Serra, que foram marcadas pelas redes sociais.


Visualizar Protestos da terça em um mapa maior

Ontem, manifestações no Rio de Janeiro, Goiânia, Porto Alegre e São Luís terminaram em confrontos. Em Brasília, 15 ônibus foram depredados.

Acompanhe em tempo real os protestos na zona leste de São Paulo nesta terça-feira, 25: envie seu relato, foto ou vídeo usando a hashtag #participeestadao no Twitter e no Instagram, ou na página do Estadão no Facebook.

TEMPO REAL

11h47 – ANÁLISE: Gilles Lapouge

Brasil não joga jogo previsto pelos teóricos da política. “Os franceses, muito mal informados pelos seus jornais e crentes de que o Brasil é sempre o país do ‘milagre econômico’, da magia Lula, do crescimento de dois dígitos, estão atônitos: como é possível que esse ‘milagre’ tenha se transformado, de uma hora para a outra, sem nenhum aviso, não em um inferno, mas em um problema, um perigo?”

11h43 – Na Avenida João Dias, os  manifestantes começaram a se dispersar por volta das 11h30. O tráfego já flui normalmente. (Por Luciano Bottini Filho)

11h27 – Segundo manifestantes que estão no terminal João Dias, a reunião com o governador Geraldo Alckmin foi uma “vitória”. Eles afirmam que Alckmin anunciou uma série de medidas, ainda não confirmadas pelo governo:

– o término, dentro de dois anos, das obras do metrô Capão Redondo/Jardim Ângela.

– instalação do transporte intermunicipal 24 horas.

– o governador teria dito também que estuda aumentar o horário de funcionamento do metrô em uma hora

– a resolução da pendência jurídica dos assentamentos no Novo Pinheirinho

– o aumento da bolsa-aluguel de R$ 300 para R$ 400, para todos os beneficiados

Os manifestantes disseram também que vão reivindicar, na reunião com a presidente Dilma Rousseff às 16h, a regulamentação do aumento do aluguel, para tentar combater a alta dos preços das locações acima da inflação. Eles também ainda não conseguiram uma posição sobre o problema da violência policial.

O governador tem uma entrevista coletiva marcada para as 11h, que ainda não começou. (Por Luciano Bottini Filho)

11h10 – Em Minas Gerais, manifestantes voltaram a fechar as rodovias do entorno de Belo Horizonte na manhã desta terça-feira, 25.

11h08 – Zona leste: Manifestação que partiu de Guaianases chegou ao fim. (Por Renato Vieira)

Crédito: Werther Santana/Estadão

11h06 – Zona sul: Manifestantes estão saindo da ponte João Dias, que está liberada no sentido centro, e seguem para o terminal João Dias, onde vão fazer uma assembleia para definir a continuação do trajeto. Integrantes dos movimentos organizadores do ato afirmam que a reunião da comissão com o governador Geraldo Alckmin está chegando ao fim, e que a conversa foi produtiva.  (Por Luciano Bottini Filho)

11h – Tarifa zero tem apoio de 30 mil, diz MPL. Movimento propôs projeto de lei para implementar a tarifa zero para o transporte público da cidade.

10h57 – Zona leste: Manifestantes fecham a Avenida Jacu-Pêssego e retornam a Guaianases. Começou a chover forte. (Por Renato Vieira)

Crédito: Renato Vieira/Estadão

10h34 – Zona leste: Manifestantes desistiram de ir até a Subprefeitura de Itaquera e estão retornando para Guaianases. Eles seguem pela Avenida Jacu-Pêssego. (Por Renato Vieira)

10h33 – Zona sul: manifestantes pararam na ponte João Dias e interditam os dois sentidos. Eles dizem que não vão sair de lá até obterem um posicionamento do governador Geraldo Alckmin. Manifestantes gritam: “Pula a mureta, quem não pular é do governo”. (Por Luciano Bottini Filho)

Crédito: Luciano Bottini Filho/Estadão

10h21 – Zona sul: manifestantes atravessam a ponte João Dias, no sentido centro. Ainda não se sabe o destino final do grupo. (Por Luciano Bottini Filho)

10h11 – Campo Limpo: Manifestantes seguem pela Estrada de Itapecirica, uma importante ligação da zona sul de São Paulo, e pretendem fechar a ponte João Dias. Eles caminham no sentido Santo Amaro. (Por Barbara Ferreira Santos)

10h06 – Guaianases: Motociclistas pediam passagem durante protesto, na rua José Pinheiro Borgias,  e ameaçaram acelerar. Houve momentos de tensão e manifestantes abriram o caminho para office boys. (Por Renato Vieira)

 

9h57 – Campo Limpo: Manifestantes seguem pela Av. Carlos Caldeira Filho. Neste momento, eles estão na altura da Av. Giovanni Gronchi. Lideranças dos movimentos estão reunidas para definir o trajeto. O mais provável é que o grupo siga até o Palácio dos Bandeirantes.

O bancário Ruben Alves Basso Filho, 31 anos, é deficiente físico e foi à manifestação com a esposa, a sogra e os dois filhos. Ele é morador do Capão Redondo. “Nós viemos reivindicar por mais segurança, melhoria no transprote público e na saúde.” Basso tem esclerose múltipla e afirma que só chegou a desenvolver a deficiência física pela falta de atendimento em hospital público. “Fiquei quase três anos para diagnosticar a minha doença. Só quando tivemos plano de saúde é que consegui fazer a ressonância magnética, que é um exame caro.” (Por Barbara Ferreira Santos)

9h41 – No Campo Limpo, manifestantes pedem o controle sobre o preço dos alugueis:

Crédito: Bárbara Ferreira Santos/Estadão

O Movimento Passe Livre (MPL) também participa da manifestação:

Crédito: Luciano Bottini Filho/Estadão

9h36 – CENÁRIO: geografia do voto ajuda a explicar estratégia do grupo. No discurso oficial, o Movimento Passe Livre afirma que participa de protestos na periferia desde 2011. Neste ano, porém, todos os seus principais atos aconteceram no centro expandido, culminando com a passeata que reuniu 100 mil pessoas, partindo da Avenida Paulista, na última quinta-feira. As manifestações na periferia passaram a ser divulgadas como prioridade só depois de derrubado o aumento de R$ 0,20 no preço do transporte público em São Paulo.

9h31 – Zona leste: Policiais seguem manifestação pela Estrada Itaquera-Guaianazes.

Crédito: Renato Vieira/Estadão

9h23 – Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) participam do ato no Campo Limpo e gritam palavras de ordem a favor da tarifa zero. Segundo a PM, há cerca de 500 participantes  e 40 policiais no local.

O estudante Caio Martins, 19 anos, do MPL, afirmou que não houve um grande avanço no encontro de ontem com a presidente Dilma Rousseff. “Não tivemos muita resposta. Parece que houve um avanço porque a presidente falou que transporte é um direito social, e isso poderia ser um auxílio para a aprovação da PEC 90.” A Proposta de Emenda Constitucional prevê a inclusão do transporte na Constituição como um direito social. “A gente espera que ela não chame só a gente, mas outros movimentos sociais para dialogar, como o Movimento Indígena, que há muitos meses está tentando marcar uma reunião.” (Por Barbara Ferreira Santos e Luciano Bottini Filho)

Crédito: Luciano Bottini Filho/Estadão

9h16 – Cerca de 50 pessoas saíram em passeata pela Rua Salvador Gianetti, em Guaianases, zona leste da capital, por volta das 8h30 desta terça-feira, 25. Os manifestantes pretendem caminhar até a Subprefeitura de Itaquera.

O protesto pede tarifa zero nos transportes, fim da violência policial na periferia, redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, saúde e educação “padrão Fifa”. Os manifestantes reclamam, também, dos gastos com a Copa do Mundo e as desapropeiações provocadas em Itaquera para a construção do estádio do Corinthians.

A passeata é organizada pelos coletivo Periferia Ativa, Resistência Urbana, com apoio do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). “A gente viu muita gente protesto contra a corrupção. Todo mundo é conta a corrupção, mas isso não responde todas as demandas do povo”, disse Paulo Spina, do Resistência Urbana. (Por Tiago Dantas)

Crédito: Werther Santana/Estadão

9h05 – Representantes do MTST e dos movimentos Periferia Ativa e Resistência Urbana  foram convidados pela Casa Civil do Governo do Estado de São Paulo para uma reunião. Uma comissão já se encaminhou ao Palácio dos Bandeirantes, onde poderá ser recebida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). (Por Barbara Ferreira Santos)

Manifestantes no Campo Limpo. Crédito: Tiago Queiroz/Estadão

8h52 – Campo Limpo: manifestantes estão na altura da subprefeitura e se encontraram com os ativistas que saíram do Capão Redondo. Eles ocupam os dois sentidos da rua Carlos Caldeira Filho e seguem em direção ao terminal João Dias. (Por Luciano Bottini Filho)

Manifestante ergue cartaz contra a repressão policial no Capão Redondo. Crédito: Felipe Rau/Estadão

8h41 – Em Guaianases, manifestantes gritam palavras de ordem contra a Polícia Militar. (Por Renato Vieira)

 

8h36 – Guaianases: cerca de 90 manifestantes seguem agora pela rua Salvador Gianetti em direção à Subprefeitura de Itaquera. Além de reivindicar o passe livre, eles protestam contra a repressão policial e os gastos na construção do estádio Itaquerão. (Por Renato Vieira)

 8h31 – Atos vão alcançar periferia de Haddad. Proposta é que manifestações que saem do Campo Limpo e do Capão Redondo, na zona sul, sigam até o Palácio dos Bandeirantes.

8h27 – Na zona sul, grupo de cerca de 400 manifestantes segue pela estrada do Campo Limpo em direção ao terminal João Dias, sob chuva. (Por Luciano Bottini Filho)

Crédito: Luciano Bottini Filho/Estadão

8h18 – Em Guaianases, viaturas da polícia já deixaram o local de concentração do protesto. Por enquanto, não há mais que 20 manifestantes. A presença de jornalistas é mais expressiva do que a de participantes. (Por Renato Vieira)

Crédito: Renato Vieira/Estadão

8h07 –  Cerca de 400 manifestantes estão saindo agora da praça do Campo limpo e seguindo pela estrada do Campo Limpo, que está interditada no sentido Santo Amaro. O grupo vai se encontrar com os manifestantes que se concentraram no Capão Redondo no terminal João Dias. Chove fraco na região. (por Luciano Bottini Filho)

7h59 – Em Guaianases, o movimento ainda é muito pequeno. Manifestantes estão indo para o protesto de van, mas estão presos no trânsito. (Por Renato Vieira)

7h36 – Na manifestação concentrada na praça do Campo Limpo, não há presença de PM’s nem de integrantes do Movimento Passe Livre. (Por Luciano Bottini Filho)

Crédito: Luciano Bottini Filho/Estadão

7h31 – Em Guaianases, a movimentação ainda é pequena. Poucas pessoas estão concentradas na Rua Salvador Gianetti, que ainda não tem interdições. Policiais já estão posicionados para fazer a segurança da manifestação. (Por Renato Vieira)

Crédito: Renato Vieira/Estadão

7h29 – O Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) e os movimentos Periferia Ativa e Resistência Urbana vão se encontrar com Dilma Rousseff às 16h de hoje, em Brasília. Eles foram convidados pela presidente e estão articulando a pauta porque “foram pegos de surpresa”, dizem os representantes, que estudam as propostas de Dilma após o pronunciamento de segunda-feira, 24.

Segundo o MTST, as despesas da viagem serão pagas pelo próprio movimento, pois o horário do voo oferecido pela presidente era incompatível com a agenda.

Cerca de 300 pessoas estão concentradas na Praça do Campo Limpo para a manifestação desta manhã. Por enquanto, não há vias interditadas. (Por Luciano Bottini Filho)

6h30 – Bom dia!

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