Bergoglio, o jesuíta leitor de Dostoyevski

Viviane Bittencourt

14 de março de 2013 | 08h53

 

ARIEL PALÁCIOS / CORRESPONDENTE EM BUENOS AIRES – “Low profile”, “calado”, “sóbrio” e “frugal” são alguns dos adjetivos usados por seus mais fiéis colaboradores. Seus inimigos, no entanto, preferem defini-lo como “calculista”, “frio”, “traiçoeiro” e “autoritário”.

Mas, para a maioria dos argentinos, o cardeal Jorge Mario Bergoglio era simplesmente um mistério. No entanto, em 2005 ele saiu de seu semi-anonimato para virar um dos homens mais comentados do país, já que o arcebispo portenho passou a ser um dos papáveis da América Latina. Mas, na ocasião Bergoglio ficou em segundo lugar, com 40 votos, sendo superado por Joseph Ratzinger, que foi entronizado Bento XVI.

Homem afável, mas de poucas – embora certeiras – palavras, o ex-primaz da Argentina sempre fez questão de manter um profundo silêncio sobre sua vida. Aqueles que o conhecem bem sustentam que só mostra intensa paixão quando fala de Fiodor Dostoyevski, seu escritor preferido. Leia o perfil do papa Francisco no blog Os Hermanos.