Dilma revê proposta de convocar Constituinte, diz presidente da OAB

Lilian Venturini

25 de junho de 2013 | 14h07

Rafael Moraes Moura – O Estado de S. Paulo

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coêlho, disse nesta terça-feira, 25, que a presidente Dilma Rousseff ficou sensibilizada com as orientações da entidade e convencida de que convocar uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma política no País não é o mais adequado.

“Sobre a Constituinte, levamos à presidente da República o risco institucional, o perigo para as nossas instituições de uma Constituinte ser convocada. Buscamos demonstrar que é possível, necessário, urgente, mais rápido e efetivo fazer uma reforma política alterando a Lei das Eleições e a Lei dos Partidos Políticos, sem alterar a Constituição Federal”, disse Marcus Vinicius ao sair da reunião que teve com a presidente Dilma Rousseff nesta manhã.

Segundo ele, a presidente sinalizou que não é adequado convocar uma Constituinte porque isso atrasaria o processo da reforma política. “O que foi proposto e o entendimento? Temos de fazer um plebiscito para aprovar a própria reforma política. A população tem de dizer diretamente qual a reforma política que quer, e não um plebiscito para chamar a Constituinte”, relatou. “Plebiscito para que o povo venha às urnas e diga a todos que quer a reforma política, que quer financiamento democrático, voto transparente, além de ampla liberdade expressão”, acrescentou.

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