Irmã relata como foi infância de Francisco

Viviane Bittencourt

16 de março de 2013 | 10h00

ADRIANA CARRANCA, ENVIADA ESPECIAL, BUENOS AIRES

Uma noite, sentado à mesa da cozinha, Jorge Bergoglio confidenciou à mãe que queria ser médico. Ela então reservou-lhe o pequeno quarto dos fundos, separado da casa onde viviam por um jardim, onde poderia estudar em paz, longe do alarido constante de uma típica família italiana e da desordem dos três irmãos e uma irmã mais novos. Ali, o jovem Bergoglio passou a isolar-se do mundo.

“Um dia, a mamãe entrou no quarto e só havia livros de teologia e latim“, contou ao Estado a irmã do agora papa, Maria Elena Bergoglio, em sua casa, em Ituzaingó, na região metropolitana de Buenos Aires. “Mamãe então perguntou a ele: ‘Mas, meu filho, você não ia estudar medicina?’ E dele ouviu: ‘Sim, mãe, vou estudar medicina, mas a medicina da alma.'”

Maria Elena diz que “humanamente” sente “uma dor imensa” por saber que o irmão agora ficará longe. Os dois se falam toda semana e se viam quase com a mesma frequência. Leia mais.

Maria Elena Bergoglio, irmã do papa Francisco, é cumprimentada por vizinhos (Victor R. Caivano/AP)