Papa Francisco convida jovens a participar da Jornada Mundial da Juventude no Rio

luisbovo

24 de março de 2013 | 14h50

José Maria Mayrink

Alegria, cruz, jovens.  Essas três palavras foram o destaque da homilia do papa Francisco na missa de Domingo de Ramos ou da Paixão do Senhor, que abriu as celebrações da Semana Santa, ontem, na Praça de São Pedro. Ao se dirigir aos jovens, que participavam da 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em nível diocesano, em Roma, o papa os convidou a participar com ele da JMJ do Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho.

“Na esteira do Beato João Paulo II e de Bento XVI, também eu me ponho a caminho convosco. Já estamos perto da próxima etapa desta  grande peregrinação da Cruz de Cristo. Olho com alegria para o próximo mês de julho, no Rio de Janeiro. Vinde! Encontramo-nos naquela grande cidade do Brasil. Preparai-vos bem, sobretudo espiritualmente, nas vossas comunidades, para que o referido encontro seja um sinal de fé para o mundo inteiro”, disse Francisco.

A homilia,  lida em italiano, durou 13 minutos. O papa falou em pé, em voz clara, desviando algumas vezes os olhos do papel, para uma multidão calculada em 250 mil pessoas, que enchia a Praça de São Pedro e se estendia pela Via della Conciliazione,  que dá acesso ao Vaticano. Francisco descreveu o espírito de alegria na entrada de Jesus em Jerusalém, comemorada com a procissão do Domingo de Ramos, refletiu sobre sua morte na cruz no Calvário e comemorou com os jovens a JMJ diocesana.

“Abraçada com amor, a cruz de Cristo não leva à tristeza, mas à alegria”, pregou Francisco.  E, insistindo no entusiasmo dos jovens nas jornadas da juventude, acrescentou: “Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós trazeis-nos a alegria da fé e dizeis-nos que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre… mesmo aos 70, 80 anos! Com  Cristo, o coração nunca envelhece”.

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A missa encerrou-se às 11h30 (7h30 no Brasil) com a recitação do Ângelus, ou anúncio do Arcângelo Gabriel a Maria. Antes dessa oração e de dar a bênção final, Francisco pediu a bênção de Nossa Senhora das Dores especialmente para “quem está vivendo situações mais difíceis… de modo particular as pessoas vítimas de tuberculose, sendo hoje o dia mundial da luta contra esta doença”.

“E. de modo especial  entrego a  Maria vós próprios, caríssimos jovens, e o vosso itinerário rumo ao Rio de Janeiro. Um bom caminho a todos”, concluiu Francisco.  Os milhares de jovens que se destacavam na multidão com suas faixas e bandeiras aplaudiram com entusiasmo. Foi um contraste com a primeira parte da celebração litúrgica, marcada pela leitura da Paixão de Cristo.

Francisco estava  descontraído quando embarcou no papamóvel, usado também na chegada à Praça de São Pedro. Protegido por cinco agentes de segurança  de cada lado do jipe aberto, ele acenava sorrindo para os peregrinos e fies de Roma. Mandou o motorista parar mais de 15 vezes para beijar as crianças,  na maioria bebês de colo, que lhe eram apresentadas. Antes, durante a missa, beijou na testa e abençoou um bebê que a mãe carregava ao colo, na procissão do Ofertório.

O papa se deteve na área reservada a pessoas com deficiências para abraçar cadeirantes, paraplégicos e um deficiente visual. Às 11h50,quando já terminava o giro pela praça, Francisco reconheceu um grupo de argentinos que gritavam seu nome. Mandou parar o papamóvel  e desceu para cumprimentar os compatriotas, que o abraçavam e beijavam  emocionados

Na Quinta-feira Santa, Francisco papa celebrará a Ceia do Senhor e a cerimônia de Lava-pés entre pobres de Roma. O papa encarregou a Caritas, organismo de assistência aos necessitados, de distribuir mais de 3 mil convites, interrompendo a distribuição que  vinha sendo feita, cerca de 1,3 mil bilhetes já entregues e não cancelados, pela Casa Pontifícia. A celebração será no Instituto Penal para Menores, em Casal de Marmo, periferia da cidade, quando o papa lavará os pés de 12 internos, representando os apóstolos. (Com agências e Centro Televisivo Vaticano)

 

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