Promotoria usa as duas horas da réplica; advogada de defesa pede a tréplica

Viviane Bittencourt

20 de abril de 2013 | 19h51

Após duas horas, o promotor Marcio Friggi encerrou o réplica no julgamento do massacre do Carandiru. A advogada de defesa Ieda Ribeiro de Souza pediu a tréplica, que pode durar até duas horas. Apenas depois o Conselho de Sentença se reunirá para decidir o destino dos 26 réus acusados pela morte de 15 pessoas no segundo pavimento do Pavilhão 9 do Carandiru, em 1992.

Friggi usou os últimos dez minutos da sua exposição para exibir o trecho do filme Carandiru no qual a Polícia Militar invade o presídio no dia do massacre.

O promotor também tentou mostrar que os policiais militares usaram da força bruta não apenas no Carandiru, mas também em outras ocasiões. “Eu vou mostrar um a um as pessoas que vocês vão julgar“, disse ele, dirigindo-se aos jurados. Friggi então citou o nome dos réus e o número de mortes que cada um tinha no currículo – a maioria dos casos foi arquivada ou resultou na absolvição do policial. Paulo Estevão de Melo, “o recordista”, apresentava 23 mortes. Apenas três dos réus não tinham mortes registradas na carreira.

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