Testemunha de defesa considera uma "fantasia" a ideia de que havia mais que uma centena de corpos

Viviane Bittencourt

16 de abril de 2013 | 13h00

O desembargador Fernando Antônio Torres Garcia, segunda testemunha de defesa a depor, negou que os policiais militares tenham atirado no momento da invasão do Pavilhão 9 do Carandiru, no dia 2 de outubro de 1992. “Em hipótese alguma eles entraram atirando”. Ele reconheceu, no entanto, ter ouvido barulho de armas de fogo após a invasão. “Depois do ingresso (dos PMs) ouvi tiros, inclusive de rajadas de metralhadoras. Antes, não me recordo.”

Torres Garcia afirmou que não foi possível estabelecer diálogo com os detentos. Segundo ele o diretor do presídio à ápoca, José Ismael Pedrosa, tentou se aproximar, mas os presos jogavam objetos das janelas.

O desembargador considerou como uma “fantasia” a ideia de que havia muito mais que uma centena de corpos no chão do Pavilhão 9. “No dia seguinte eu já ouvi essa história de que tinham corpos no poço do elevador. Depois a perícia mostrou que não tinha sangue lá“. Na segunda-feira, uma testemunha afirmou ter visto corpos e sangue no poço do elevador.

 

 

 

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