Achados e perdidos

Estadão

18 de agosto de 2012 | 07h00

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Se você nunca perdeu um agasalho, nossos parabéns! Ao longo da vida escolar, as blusas são as que mais sofrem com o esquecimento, seja quando o recreio acaba e você tem de voltar correndo para a sala ou quando sai com a cabeça no mundo da lua de tanta lição que está levando para a casa. Tem gente que consegue esquecer até o aparelho ortodôntico (pior: perder quando ele estava na boca). Lápis, lancheira, borracha, aparelho… é tanta coisa esquecida que a gente até perde a conta, não é?

Mas tudo o que é perdido também pode ser achado. Pense em quantos objetos perdidos você já encontrou. Um dia você parou para pensar de onde eles vieram? Qual era sua história? Se você não leu o Estadinho de papel desta semana, clique nas páginas abaixo.

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Pois o protagonista de A Coisa Perdida, um livro lindo publicado no Brasil pela SM, parou para pensar. E não fazia ideia de onde tinha vindo aquela criatura estranha que ele encontrou na praia, uma mistura de polvo, com caranguejo e fogão, meio máquina, meio animal. De onde tinha vindo? O que era? O homem não sabia. Só tinha certeza de que aquele não era o lugar dela. A Coisa estava triste, com um ar perdido, destoando de tudo. E foi assim que ele decidiu, primeiro, levá-la para casa. Procurou explicações, procurou sua origem. E nada. Certas coisas estão perdidas, nada mais.

Até que um anúncio de jornal chamou sua atenção: havia um lugar que acolhia objetos sem nome, artefatos de origem desconhecida, sobras de fundo de gaveta e coisas que não se encaixam. Era para lá que ele teria de levá-la! Chegando ao endereço, não era bem o que ele tinha imaginado… Então, ele e a Coisa partem em busca do lugar ideal para ela, um mundo em que situações incríveis acontecem e onde todas as coisas podiam ser felizes a sua maneira. Criaturas tão malucas que nem dá para explicar. “E não me pergunta qual é a moral”, diz o rapaz. Quer saber mais?

O livro do australiano Shaun Tan inspirou um filme, que ganhou o Oscar de Melhor Curta de Animação 2011. É fantástico como o livro. Você pode ver a versão legendada em português abaixo.