Brinquedo no museu?

Estadão

19 de junho de 2010 | 07h45

FOTO MUSEU TRATADA

Você já ouviu falar no Museu da Educação e do Brinquedo? Se você leu o Estadinho de hoje, viu que ele existe. Mas a gente deixou para explicar melhor como ele funciona aqui no blog. Afinal, não parece que museu combina com brinquedo, não é? Mas combina sim! E basta que você o visite, dentro da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, para ver que sim.

O Estadinho foi até lá e conversou com o educador Daniel Ferraz Chiozzini, que também é historiador e especializado em educação. Ele contou algumas curiosidades desse lugar.

O Museu vai fazer 11 anos em agosto. Lá também funciona o Laboratório de Brinquedos e Materiais Pedagógicos (Labrimp), que já tem 25 anos, e uma brinquedoteca que é aberta para moradores da região e escolas públicas. Ao todo, o acervo tem 1.500 brinquedos, mas apenas 197 estão expostos. Isso porque o espaço é muito pequeno.

Há brinquedos da época dos avós e dos bisavós, desde o começo do século 20 até os dias de hoje. Daniel explica que eles passaram por várias transformações. Antigamente, eram feitos de madeira e duravam muitos anos. A partir da metade do século 20, começaram a ser produzidos em plástico e borracha. “Hoje eles são mais descartáveis.”

As bonecas, por exemplo, eram de pano. Depois houve versões de palha de milho (que são feitas até hoje no interior do Brasil), de porcelana, entre outros materiais. 

Além disso, hoje os brinquedos são inspirados em seriados, desenhos e filmes. “Quando mudam os personagens ou acabam-se os seriados, os brinquedos também somem.”

Mas há alguns bonecos e jogos à prova do tempo. É o caso do quebra-cabeças, da pipa (que existe desde o Egito antigo) e de jogos que mudam de forma, mas não desaparecem.

(Por Fabiana Caso)

Museu da Educação e do Brinquedo: Av. da Universidade, 308, Bloco B da Faculdade de Educação, sala 38, Cidade Universitária. Visitação, segundas, quartas e sextas, das 13h30 às 16h30; e terças e quintas, das 9h30 às 12h30. Gratuito.

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