Brinquedos antigos

Estadão

24 de junho de 2010 | 07h30

Inspirado no filme Toy Story 3, o Estadinho do último sábado (dia 19) falou um pouco sobre a história dos brinquedos. A foto abaixo foi feita para a nossa capa, mas acabou não sendo usada. Ela mostra uma turma de bonecos que eu guardo desde pequena. Eles têm muita história e resolvi contar um pouco deles para vocês.

bonecas1

A minha turminha já se conhece há mais de 20 anos. Pois é, eles são velhinhos, mas nem parece. Tirando o pó, até que eles continuam fofinhos, não é? Fazia tempo que eles não saíam de casa. Acho que gostaram. Não parecem felizes?

Faz muitos anos que eles moram dentro do armário, numa portinha lá no alto, num lugar que fica difícil esbarrar com eles. Assim como os brinquedos do Andy, em Toy Story 3, esses bonecos foram aposentados quando eu deixei de brincar de boneca, lá pelos meus 10 anos. Puxa, isso já faz 21 anos! 

Vou apresentá-los: na fileira de cima estão (da esquerda para a direita) a Bochechinha, a Bebezinho e a Gingadinha; na debaixo, a Cerejinha, o Angeloso, a Dolly, o Feijãozinho e a Emília. Cada um tem sua história. Vou contar rapidinho para vocês:

Bochechinha: Foi uma das bonecas que eu mais pedi para minha mãe. Ela mexia as bochechas para sugar a mamadeira e a chupeta. Também chorava! Era o que existia de mais moderno na época. Mas custava caro, por isso demorou um pouco mais para chegar. Ganhei quando tinha 7 ou 8 anos.

Bebezinho: Era uma boneca grandona e fofinha. Papai Noel veio na minha casa entregar pessoalmente (mas aquela barba postiça me fez pensar que talvez ele fosse só o ajudante de Papai Noel). Eu tinha 5 anos e, para mim, ela era maior até do que um bebê de verdade. Brinquei muito com ela.

Gingadinha: É a mais antiga de todos. Deve ter chegado quando eu tinha 4 anos. A Gingadinha era o máximo: ela cantava Ciranda Cirandinha, andava e mexia os braços. Também era enorme, mas seu corpo era todo de plástico, bem duro. Acho que foi por isso que ela não resistiu muito: foi parar umas três vezes no Hospital de Bonecas! Você não deve notar, mas ela está com um bracinho quebrado… 

passinho

Cerejinha: Eu tinha 6 anos e estava esperando que o Papai Noel entregasse a Moranguinho, que era moda naquela época. Mas ele trouxe a Cerejinha e ela acabou me conquistando com seu cheirinho de cereja.

O Angeloso chegou em casa tarde da noite, na véspera de um Dia das Crianças. Veio sem uma asinha nas costas, numa embalagem semiaberta, e dormiu comigo na mesma noite. Tempos depois eu descobri que esse Angeloso foi rejeitado por muitas crianças por não ter uma asinha. Na minha casa, ele encontrou um lar.

angeloso

Ganhei a Dolly muito tarde (era assim que eu a chamava). Eu estava fazendo 9 anos e quase já não brincava de boneca. Por isso, ela é a que está mais conservada.

Feijãozinho: Ele estava do meu lado no meu primeiro dia na escola. Ficou o tempo todo na minha mochila e, quando a aula acabou, divertiu várias crianças que esperavam seus pais virem buscá-las. O meu demorou um tempão. Mas o Feijãozinho ficou ali sorrindo para mim. Ele também enfrentou vários perigos, como no dia em que o carro do meu pai começou a pegar fogo e ele ficou preso olhando tudo pela janela traseira. Ainda bem que o fogo logo apagou.

feijaozinho

A Emília eu não lembro bem como chegou. Acho que ganhei de aniversário. Só sei que ela tinha a cabeleira mais legal de todas as minhas bonecas. Eu gostava de chacoalhá-la, como fazem os roqueiros, e ver como o seu cabelo parava. Fiz muita trança, rabo de cavalo e chiquinha naquelas lãs coloridas.

E a história dos seus brinquedos? Conte para a gente sobre os seus bonecos e jogos! Como eles se chamam? Como chegaram até você? Do que vocês já brincaram? Conte para todo mundo do Estadinho aqui ou pelo e-mail estadinho@grupoestado.com.br.

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