Chaplin e o cinema mudo

Estadão

29 Outubro 2011 | 07h00

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Charles Chaplin inventou um dos personagens mais famosos da história do cinema, o Carlitos. Se você leu a matéria do Estadinho desse sábado (dia 29) já sabe mais um pouco da história dele. Caso não tenha lido, é só clicar nas páginas abaixo.

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Vendo as fotos da matéria, é possível ter uma ideia de como Chaplin atuava no cinema mudo. Mas, para você entender bem como tudo funcionava, colocamos alguns vídeos aqui. É bem diferente dos filmes de hoje, olha só:

 


O Garoto, de 1921 

No Sua Vez dessa semana, nós sugerimos uma brincadeira: inventar o final da sequência de algumas cenas dos filmes O Circo e Tempos Modernos, de Chaplin.

Se você inventou o seu final, pode comparar agora com o desfecho das cenas nos filmes. É só assistir abaixo.

 O Circo, de 1928.

Chaplin ganhou o Oscar com esse filme. Mas a produção de O Circo não foi nada fácil. Antes das filmagens começarem, um vendaval destruiu todo o cenário. Meses depois, quando as gravações já estavam acontecendo, um incêndio acabou com todo os equipamentos e, mais uma vez, o cenário estragou.
 

 Tempos Modernos, de 1936.

Tempos Modernos foi lançado 10 anos depois que o cinema ganhou som. Todos estavam ansiosos para ouvir a voz de Chaplin. Em uma das cenas, Carlitos é contratado por um restaurante com a condição de cantar para os fregueses. No grande momento, ele começa a falar palavras invertidas e sem sentido. E mais uma vez escapa.

Se você quiser conhecer mais sobre a vida de Charles Chaplin, vale a pena visitar a exposição Chaplin e Sua Imagem, em São Paulo. São fotos da vida e da carreira do ator que contam como o personagem Carlitos foi construído. Também são exibidas cenas de alguns filmes de Chaplin em uma das salas.

A mostra vai até 27 de novembro no Instituto Tomie Ohtake (Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, São Paulo). A entrada é gratuita.

Para quem quiser conhecer mais obras de Chaplin, o festival de filmes Revendo Chaplin, também em São Paulo, é uma boa opção. Ele acontece neste e no próximo fim de semana (dias 29 e 30/ e 5 e 6/11) no MIS (Museu de Imagem e Som – Av. Europa ,158, São Paulo). Será cobrado R$ 2 inteira e R$ 1 meia-entrada. Quem levar um panfleto da exposição do Tomie Ohtake entra gratuitamente. 

Se não puder ver nenhuma das duas, espie um pouco mais sobre os filmes abaixo:

 Esse trecho de O Garoto (1921) é um tanto triste, não? Mas tem final feliz! A história é assim: uma mulher solteira tem um bebê e o pai não o assume. Ela, então, decide entregar o bebê a pais adotivos e deixa-o em um carro na frente de uma mansão. Mas esse carro é tomado por bandidos, que deixam a criança na rua. Carlitos, então, acha o bebê e acaba o criando. Cinco anos depois, eles estão juntos na malandragem: o garoto quebra as vidraças e Carlitos oferece o serviço para conserto de vidros. Essa que você viu é a parte em que a polícia decide tirar o menino do pai adotivo. Ah, a mãe se arrepende do que fez, mas não encontra mais o bebê. Quer saber mais? Vai ter de assistir ao filme!

 

Trecho do filme Luzes da Cidade (1931). Neste filme, Carlitos se apaixona por uma florista cega, que pensa que ele é rico. Para não entristecê-la, ele se faz passar por milionário. Acontece que a moça está em dificuldades financeiras e ele tenta fazer de tudo para ajudá-la: de varrer rua até entrar numa divertida luta de boxe, que está no vídeo acima.