Era número, virou desenho

Estadão

20 Junho 2011 | 08h00

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(Fotos: Aryane Cararo/AE)

No começo, era só um número 9 e um 8. Mas aí o ilustrador José Carlos Lollo decidiu unir os dois e, bem juntinhos, foi feita a mágica: eles viraram o desenho de uma flor. Aliás, só o 9 já podia ser uma, não é? Pois foi olhando para os números e tentando pensar em desenhos que se desenrolou o último Circuito Estadinho, no sábado, dia 18, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping.

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O Lollo foi lá com a proposta de ensinar a transformar elementos matemáticos em desenhos. Afinal, os números são formas, não é mesmo? E mesmo quem ainda não aprendeu matemática direito ficou ali curioso vendo uma coisa virar a outra.

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O ilustrador ensinou várias combinações. Foram tantas que até as letras foram convocadas para se transformarem em desenhos. E logo o Lollo, que estava ensinando, passou para o outro lado e aprendeu com a Sarah Simões Klein, 11 anos, e com a Larissa Risério Fernandes, de 10 anos, a fazer um pirata e um porquinho. Elas foram até a lousa e desenharam para todo mundo aprender também. Veja um pouco mais como foi o Circuito:

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“Aprendi a fazer esse pirata na internet. Tem emoticon que faz com letra”, conta a Sarah. Por isso, foi fácil para ela ver os números e as letras e pensar no que poderiam formar. Mas ela gostou bastante de ter visto outros “truques”.


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Gabrielli Amaral de Lima Rodrigues, de 11 anos, entrou logo na brincadeira. Com algumas letras O, de tamanhos variados, dois Js e dois Cs, ela fez um cachorro. Ao lado, usando só o número 3 e a letra L, desenhou uma árvore. Ela já tinha visto algo parecido em um livro. “É fácil desenhar, o difícil é entender o que vai sair”, diz.


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Enzo Hideo Inaba Delalande, de 8 anos, adora desenhar. Mas nunca tinha visto algo assim, com números. Ele conta que gostou bastante de como se faz o elefante e a raposa. Só que, na hora de ir para o papel, Enzo fez mesmo o que mais gosta: mangá. Olha só que talento!


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“Foi bem interessante. Gostei disso, vou desenhar em casa”, afirma Ana Maria Agelune Abdala, de 8 anos. Durante a atividade, Ana foi bem participativa e quis entender direitinho todos os passos. Achou alguns difíceis e gostou mesmo foi do patinho, que tinha Z, D e 7 no meio. Só que, na hora de desenhar livremente, ela fez um grande coração e o pintou de vermelho. “Vou desenhar um coração para falar de quem eu gosto.” Era para um menino da escola, que parece que também gosta dela. E mesmo que a Ana não tenha pensado nisso, um coração pode ser feito com um 3 (deitado) e a letra V, não é?


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W + W + O + M + o + S = porquinho (em laranja). Isso mesmo! Foi usando essa combinação que a Larissa foi para a lousa mostrar para todo mundo como se fazia. Ela nunca tinha pensado em quantas coisas números e letras combinados poderiam formar. Agora, a aula de matemática vai ficar mais divertida? “Vai ser um pouco diferente, porque eu não via nada nos números, só números”, conta ela, que adora desenhar e pintar (ao contrário do irmão, Lucas, de 7 anos, que ficou só de olho na atividade).


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Gabriel Franco Borusiewicz, de 10 anos, também nunca tinha visto desenho assim. Gostou e foi o último a parar de desenhar, retocando até a última hora seus peixinhos (usou C e X para formar cada um deles). Ele também acha que a aula de matemática, daqui para a frente, vai ser bem melhor.

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Já a irmã de Gabriel, a Helena Franco de Paula, de 5 anos, entende pouco de números. Mas tem o mesmo gosto do irmão por lápis, giz e outros materiais artísticos. Então, fez o que sabe fazer de melhor: desenhou o Lollo e deu sua obra para ele. Helena, diz sua mãe, é assim mesmo: toda vez que faz uma amizade (e ela adora fazer amigos), desenha a pessoa e dá a surpresa de presente. Nós adoramos a ideia, Helena!


Ah, não deu para ver direito? Tudo bem, a gente coloca um detalhe maior aí embaixo.

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Até o próximo Circuito Estadinho, pessoal! Por causa do feriado, ele vai acontecer só no dia 2/7, na Livraria Cultura do Shopping Market Place, às 15 horas. Apareça para ouvir a Andi Rubenstein contar várias histórias.