Eva Furnari e seu universo mágico

Estadão

25 de agosto de 2012 | 06h00

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(Foto: Divulgação)

 

(Por Aryane Cararo)

Em um dos últimos dias da 22ª Bienal Internacional de Livros de São Paulo, o Estadinho se encontrou com a escritora Eva Furnari. Era tarde de autógrafos. E a fila era imensa. Pudera: Eva criou personagens tão mágicos, a começar pela bruxinha na década de 1980, que fizeram gerações sonhar com o mundo do impossível. Mas a espera valeu a pena. Além de Marilu, livro de 2001 reeditado agora pela editora Moderna, ela falou sobre os próximos livros, sobre o colorido do mundo e sobre o mundo digital (suas obras estão sendo passadas para os tablets e já saiu a versão animada de Felpo Filva). Acompanhe a entrevista completa (você pode escolher as perguntas que mais o agradam):

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e veja o que saiu no Estadinho impresso.

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O que mudou nesta nova edição?
Mudou a capa, mas não as ilustrações. O que acaba acontecendo toda vez que se faz uma reformulação, e aconteceu com Marilu, é que eu olho com os olhos mais maduros para aquele livro.  Dez anos depois, a gente percebe muito mais coisa, o texto ficou mais redondo, acrescentei coisas, tirei outras, mas a história é a mesma. E o livro anterior era mais quadrado. A gente teve que fazer algumas alterações de imagem.

Como foi criar Marilu, em 2001?
Eu queria experimentar um desenho diferente, são todos recortados com tesoura, queria essas texturas. Houve também uma primeira versão da história todinha em versos que, depois, acabei abrindo mão. É que, para fazer poema, a gente acaba, às vezes, sacrificando o significado. Como era para criança pequena, achei melhor deixar o texto e fazer uma coisa mais organizada, de forma que tem só dois personagens, os donos da loja, que falam rimado. É como se fosse uma coisa um pouco mágica, como se eles não fossem de carne e osso.

Por que esse universo mágico sempre aparece nos seus livros?
Não dá para explicar. Eu realmente ando nesse mundo e não me interesso pelas histórias mais realistas. Mas acho que a gente não escolhe isso, a gente descobre que aquele é seu universo. E foi aos poucos, não foi uma coisa racional.

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O que colore o seu dia?
Fazer coisas assim, horríveis (ela mostra fotos de caretas no celular). Eu mudei de celular justamente para me divertir um pouco, porque ele tem uma câmera virada para a frente. Uma das coisas que colore o meu dia é exatamente tirar fotos como essa e mandar para meus filhos ou minha irmã com bilhetinhos meio esquisitos. Tem um monte, mas são tão horríveis que não posso mostrar. Adoro fazer caretas. E fazer meu trabalho também colore o meu dia. É um prazer. Claro, tem tem fases que são mais mecânicas, etapas mais trabalhosas, mas a parte mais agradável é criar histórias mesmo… leia mais (clique aqui)