Festa do saci

Estadão

31 de outubro de 2011 | 07h00

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(Por Aryane Cararo)

Não precisa ver um saci para saber que ele está pela área. Se o sal estiver trocado pelo açúcar, a comida queimar e os objetos desaparecerem misteriosamente, pode desconfiar. Tem saci aprontando. Fique esperto especialmente hoje (dia 31), pois se comemora oficialmente o Dia do Saci e soubemos que ele gosta de uma farra. Mas não precisa ter medo, ele não é ruim. Só gosta de fazer traquinagem e, nisso, até se parece com um montão de crianças que conhecemos.

Os sacis apareceram no folclore brasileiro há mais de cem anos, muito antes de Monteiro Lobato falar dele no Sítio do Picapau Amarelo. Os primeiros relatos sobre essa entidade brincalhona são do século 19 e, antes de ser o menino negro de gorro vermelho, uma perna só e cachimbo, o saci já foi índio e era bem mais malvado. Dizem por aí que tem até Saci japonês, acredita?

Pois pergunte para o jornalista Dilair Aguiar, que conversou com um numa praça da Liberdade, bairro de São Paulo onde vivem muitos japoneses. Ele conta essa história no livro Saci, que é uma coletânea de contos de diversos autores sobre o menino arteiro, organizada por Mouzar Benedito, um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci (clique aqui para ler mais sobre esse assunto).

Nesse livro, tem até saci parecido com Bob Marley, cheio de miçangas, que foi desenhado pelo ilustrador Baptistão, que trabalha no Estadão e já fez diversas ilustrações para o Estadinho. Tem história sobre menino que não acredita em saci e gente que caça o tal capetinha, entre muitas outras. Por precaução, mantenha por perto uma peneira de caçar sacis enquanto lê sobre esse garoto travesso.

Saci
Autores: vários.
Organização: Mouzar Benedito
Editora Mundo Mirim, R$ 29,90