História dos passos

Estadão

26 de junho de 2010 | 07h15

Se você leu a edição de hoje do Estadinho (dia 26), percebeu que a história da dança tem um monte de curiosidades.

A diretora artística da São Paulo Companhia de Dança, Inês Bogéa, conversou bastante sobre o assunto com a gente. Especialista, ela escreveu dois livros para crianças e adolescentes: Contos do Balé (editora Cosac Naif) e O Livro da Dança (Cia. das Letrinhas).

Depois que o balé clássico surgiu entre os nobres da França e da Itália, durante o período conhecido como Renascimento (que vai do fim do século 13 até a metade do século 17) , ele não parou de se desenvolver. No começo, era um tipo de dança teatral: as histórias sempre contavam sobre os reis e as rainhas. Depois que o Rei Luís 14 criou a Academia Real de Dança e Música na França, o balé se tornou profissional e se desenvolveu em vários estilos.

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No começo, os dançarinos usavam as roupas do seu dia a dia na corte, e havia um número muito parecido de homens e mulheres dançando. Foi só no século 19 que as mulheres viraram personagens principais nos espetáculos, durante a fase chamada de romântica. Aí que surgiram a sapatilha de ponta e o tutu (a saia de tule usada pelas bailarinas, como você vê até hoje).

Mas o mundo estava mudando! As novas tecnologias, que surgiram na virada do século 19 para o 20, inspiraram novos movimentos. Assim, a norte-americana Loïe Fuller criou a dança-teatro: ela usava roupas compridas e largas e brincava com luz e sombra, projetando na parede imagens de animais e outras figuras.

Já Isadora Duncan, dançarina do mesmo país, inventou movimentos livres inspirados pela natureza e pela cultura greco-romana. Nascia assim a dança moderna, que começou a romper as regras do balé clássico e expressar outros sentimentos.

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Depois dos anos 1950, os dançarinos queriam fazer movimentos ainda mais livres. Por isso, criaram uma nova escola: a dança contemporânea. Os gestos começaram a ter mais relação com o cotidiano (já houve até espetáculo com os bailarinos comendo em cima do palco!).

Outra novidade desse estilo que existe até hoje é que ele pode ser apresentado em qualquer espaço, já não fica mais preso aos teatros e salas de dança. (Por Fabiana Caso)

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