Hora do adeus

Estadão

03 de novembro de 2012 | 07h00

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(Por Fernando Otto)

Estadinho desta semana tem uma matéria bem legal sobre o novo filme da Disney, que estreou ontem (dia 2): Frankenweenie. Feito pelo diretor Tim Burton (o mesmo de A Noiva Cadáver), a história de arrepiar fala sobre o garoto Victor Frankenstein, que tentar trazer o cãozinho Sparky de volta à vida. Sua mãe bem tenta o convencer de que aquilo que amamos nunca vai embora, ele fica para sempre vivo em nossos corações. Mas Victor quer o amigo com ele, não dentro do peito. E, de um jeito bem Frankenstein, desenterra o cãozinho, costura o amigo e usa a força dos raios para ressuscitar o animal.

 

Na vida real, não podemos fazer isso com nossos animaizinhos em casa, mas é fácil aprender a lidar com essa situação. O Estadinho também fala disso nesta edição. Se você não viu, clique nas páginas abaixo e continue a leitura por aqui.

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A psiquiatra Carolina da Costa, do Hospital das Clínicas de São Paulo, orienta quem tenha perdido um amiguinho a tentar se distrair e continuar fazendo as coisas de que mais gosta. A psiquiatra diz que cada pessoa reage de uma forma diferente: junto com os pais, você tem de tentar entender se é melhor adotar outro animal ou esperar um tempo.

Foi o que aconteceu com Julia e Giovanni Ramalho, de São Paulo. Eles são irmãos gêmeos, de 4 anos, e perderam a Meg, uma filhote de boxer, em agosto. “Eu e o pai deles ficamos mais tristes que eles”, conta Marcela Ramalho, mãe dos dois. Meg tinha um mês e brincava todos os dias com Julia e Giovanni. Mas Banditt, outro cachorro da casa, ficava enciumado e acabou mordendo a filhotinha. Ele é um lhasa apso de 8 anos, bem maior que a Meg. Julia queria ter a Meg de volta, mas gosta muito da nova cadelinha da casa, a Minnie. Os pais já compraram outra boxer, que está com 3 meses. Agora, os irmãos ajudam a deixar os dois cachorros separados, além de passear e dar banho na nova amiga.

Cuidar bem dos animais faz com que eles vivam mais e melhor. Às vezes, não percebemos que eles envelhecem e quais são suas necessidades. Talvez você já tenha ouvido que cada ano de um cachorro equivale a 7 de um humano. Não é bem assim. Mas o veterinário Eduardo Pacheco passa uma tabela que compara a idade canina com a dos homens. Veja só:

 

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Mais sobre o filme

Frankenweenie começou a ser pensado em 1984, como um curta-metragem. Deveria ter virado um longa de animação muito tempo antes, mas a Disney achou que as crianças não estivessem preparadas para um filme tão sombrio. Bobagem, não é? Por isso, ele só chegou ao cinemas agora. É todo feito em preto e branco e filmado em stop motion, aquela técnica de criar os bonecos, muitas vezes em massinha, e filmar quadro a quadro qualquer mudança mínima na ação. Tem versão em 3D, mas isso é o que menos importa. Envolvido pela trilha sonora que lembra muito a do filme Edward Mãos de Tesoura (de 1990), também do diretor Tim Burton, você acaba nem prestando atenção nos efeitos tridimensionais.

A história toda é bizarrinha, e muito parecida com a do próprio diretor. Victor é um menino sem muitos amigos na escola, que tem no seu cachorro sua maior companhia. O garoto vive meio isolado, fazendo filminhos caseiros, mas seu pai quer mesmo é que ele se enturme e seja um jogador de beisebol. Pois é a bolinha do jogo que vai provocar toda a tragédia. Como todo bom cão, Sparky sai correndo atrás da bolinha e é atropelado.

Depois que Victor o traz de volta à vida, ele bem que tenta esconder o cachorro. Mas quem consegue domar um cãozinho sapeca? Sparky acaba sendo visto por Edgar, um corcunda muito esquisito que vê na experiência sua chance de ganhar o prêmio na feira de ciências. Acontece que Edgar não consegue ficar de boca fechada e conta de Sparky para outros colegas, que vão sair correndo atrás de animais mortos (muito deles enterrados no cemitério de pets), para reproduzir a experiência. Claro que isso não vai dar certo! A tartaruga, por exemplo, fica em tamanho gigante e aterroriza a cidade como outro personagem do cinema, Godzilla. O resto não vamos contar aqui. Porém, você pode tentar captar outros detalhes nas fotos abaixo. (Por Aryane Cararo)

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