Lançamentos muito legais da Bienal

Estadão

11 de agosto de 2012 | 06h55

(Por Aryane Cararo)

O Estadinho já deu várias dicas sobre os lançamentos bacanas da 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Mas o fato é que eles são muitos e ainda temos bastante a falar sobre eles. Então, selecionamos aqui mais cinco livros que estão sendo lançados agora e que valem muito a leitura. Continue acompanhando o blog que, durante a semana, damos mais dicas valiosas para visitar esta Bienal.

 

 

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Psssssssssssssiu! 

O Silêncio é, assim, um sujeito tão quieto. Nunca fala nada. Às vezes até parece que está dormindo. Talvez esteja concentrado, assim como acontece quando ele fica quietinho rezando. Será que está preocupado? É possível, já que ele nunca conta nada para ninguém… O que tem esse Silêncio que às vezes parece agitado, mas em outras só parece estar se espreguiçando? Neste livro curioso sobre um personagem que conhecemos bem, Silvana Tavano conseguiu fazer um texto gostoso e Daniel Kondo completou a obra com ilustrações simples, mas acertadíssimas. Um livro todo em preto, como bem cabe ao Silêncio, com letras e imagens em amarelo. Tão bonito que ganhou o merecido prêmio João de Barro (um concurso nacional de literatura). (Texto: Silvana Tavano. Ilustrações: Daniel Kondo. Ed. Callis)

 

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Papai Urso

Esta é a história de Ana e de como o pai dela se transformou em um urso. Foi aos poucos, primeiro foram os dentes, depois as garras e daí vieram os pelos e ele agora até grunhia. Ana estava assustada, mas queria seu pai de volta e decidiu procurar pelo senhor Estresse, que estava provocando toda essa confusão e mudanças. Fez tocaia, tentou mil armadilhas, mas o tal senhor Estresse realmente era um bruxo muito poderoso, que havia transformado seu pai de forma quase irreversível. Até que um dia Ana tem um encontro particular com o tal senhor e tudo promete melhorar. Será? Você também tem pais estressados que ficam uma fera por qualquer coisinha? Então você vai se solidarizar com Ana neste livro lindo, de ilustrações fantásticas e cheias de colagens divertidas do espanhol Jacobo Muñiz. (Texto: Cecilia Eudave. Ilustrações: Jacobo Muñiz. SM Edições)

 

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Noites de Chuva

Era noite de chuva, daquelas que dão medo, e tinha uma goteira no quarto. Rosinha estava preocupada. Não gostava de noites assim, em que a água penetrava os buraquinhos do telhado. Mas quando a gente não tem nada é exatamente o período em que mais a gente tem. Sem tanta distração, a imaginação fica livre, livre para inventar. E lá foi Rosinha, por sugestão da mãe, brincar que o mar veio a visitar. Construiu um barco de lençol e viveu tantas aventuras que perdeu foi todo o medo da água. Um trabalho sensível de Anna Claudia Ramos, com ilustrações tocantes de Anielizabeth (Texto: Anna Claudia Ramos. Ilustrações: Anielizabeth. Ed. Globinho, R$ 28).

 

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Brincar com as Palavras

” As palavras falam do que existe
e também do que é pura ilusão,
porque têm o poder imenso
que tem a imaginação.”

As palavras também gostam de brincar com os sentidos e de acompanhar os meninos na hora do recreio. Elas servem para nomear, e também podem ser brinquedo quando alguém inventa um jogo de inventar palavras. Elas podem ser muitas coisas e o português José Jorge Letria conseguiu enumerar, com poesia, uma porção delas em Brincar com as Palavras (Texto: José Jorge Letria. Ilustrações: Silvia Amstalden. Ed. Peirópolis, R$ 35)

 

A Menina do País das Neves

Se a gente somente lesse este livro sem saber de que ele conta uma história real, já ficaríamos muito impressionados com a história valente da chinesinha Fang e com essas ilustrações lindas, feitas em seda. Mas, sabendo que realmente aconteceu, dá ainda mais vontade de ficar com esse livro sempre às mãos para quando pensarmos em desistir dos nossos sonhos. Há muitos e muitos anos, numa região bem pobre da China, existia uma garotinha que sonhava em ir para a escola. Mas os pais de Fang achavam que isso era uma bobagem para uma menina, que deveria cuidar da casa, do irmão pequeno e, ainda muito nova, casar-se. A vontade de aprender era tanta que Fang, quando podia, espiava as aulas pelo lado de fora da janela da escola. Até que um dia ela resolveu um problema de matemática que nenhum aluno havia conseguido. A professora insistiu com os pais de Fang para que ela frequentasse o colégio. Até que um dia seu pai permitiu, mas só com a condição de continuar fazendo todas as tarefas de casa e cuidando do irmão menor. Foi duro, mas a chinesinha conseguiu e foi muito mais longe do que isso. Leia esse exemplo de vida em A Menina do País das Neves, escrito pela filha de Fang (Autora: He Zhihong. Edições SM).