Livros ilustrados

Thais Caramico

18 de julho de 2011 | 17h01

Você pode adorar ler e ouvir histórias. Mas folhear as páginas e observar cada desenho também é muito legal, não? Mesmo aqueles livros que só têm imagens, sem uma palavra sequer, já contam histórias. E elas são de todos os tipos: tem os contos de fadas, os pop-ups (cujas ilustrações parecem pular do papel), os grandes, os pequenos, os engraçados, os que emocionam a gente… Puxa, como é bom esse universo colorido dos livros!

Assim como a narrativa, as ilustrações são superimportantes. Dependendo do autor, às vezes os desenhos vêm antes que o próprio texto. E, em todos os casos, de nada adianta a história ser incrível se as imagens não forem bonitas, bem feitas e adequadas à obra.

Para entender melhor os livros ilustrados que vimos por aí, nas prateleiras do colégio, das livrarias e das bibliotecas, fomos ver Linhas de histórias, uma exposição em cartaz no Sesc Belezinho, em São Paulo, que faz um panorama do livro ilustrado no Brasil. (Fotos: Thais Caramico/AE)

 

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Sob curadoria de Katia Canton (que faz a Fabriqueta do Estadinho), Fernando Vilela, Alcimar Frazão e Odilon Moraes, a exposição tem livros dos anos 1970 até hoje. Os mais de 50 títulos foram divididos em corredores, onde é possível ver os os desenhos originais. A exposição acontece como se fosse um passeio. Você entra e sai dos corredores para ver os seis núcleos: Livro-imagem, Humor, Experimentais, Tradição do Artesanato, Cultura Brasileira e Clássicos e Contos de Fada.

 

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Uma parte muito legal, logo na entrada, é um trilho que faz alguns quadrinhos correrem de um lado para o outro. Há várias histórias feita apenas com imagens. A ideia é agrupar uma tela atrás da outra e, então, começar a puxar da primeira em diante para conseguir entender a narrativa. Se estiver muito alto para você, peça uma forcinha a algum adulto ou monitor por perto.

 

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Interativa e curiosa é a parte dos gaveteiros. Está vendo esse móvel branco na frente da ilustração do livro De Passagem, do Marcelo Cipis? E só puxar para ver as obras originais de alguns livros, os desenhos que os ilustradores fizeram para serem impressos. Quem também está “escondido” ali é o Telefone Sem Fio, do Ilan Brenman com o Renato Moriconi. As pinturas são lindas!

 

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João Felizardo, o Rei dos Negócios, da Angela Lago, está exposto sobre uma mesa de vidro, assim como tantos outros beeem interessantes. Tem o baralho do Luiz Zerbini, que montou uma obra linda para mostrar Alice no País das Maravilhas, Número de Circo, da Laura Teixeira, que inventa personalidades para os números, e o engraçadíssimo Zig Zag, da Eva Furnari, que brinca com as palavras, invertendo e desenhando seus significados.

 

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Na seção A Tradição do Artesanto, é possível ver como as técnicas se misturam com a pintura e só depois com os efeitos do computador. Essa rendinha na foto é de verdade, feita a mão, por moradoras de uma favela de São Paulo. Se você escaneá-la, vira uma bela ilustração. Lá, você pode “escaneá-la com as mãos” (sim, ali é permitido tocar).

Os bordados são importantes “ferramentas” para construir bonitos elementos visuais. Dá para ver isso, por exemplo, no livro A Menina, A Gaiola e a Bicicleta – Céu de Passarinhos, de Demóstenes Vargas e Família Dumont, com texto de Rubem Alves.

 

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No final da exposição, antes de você ir para a outra sala onde estão as instalações dos livros homenageados (Flicts, de Ziraldo; Ida e Volta, de Juarez Machado; O Rei de Quase Tudo, de Eliardo França; A Bruxinha Atrapalhada, de Eva Furnari e O Cântico dos Cânticos, de Angela Lago), aproveite a biblioteca para ler tudo que você viu na mostra. Há uma prateleira bem grande com vários exemplares expostos. E essa espécie de pirâmide encarpetada para você deitar, sem pressa.

Vai lá: Sesc Belenzinho. Rua Padre Adelino, 1.000, Belém. 2076-9700. Visitação até 28 de agosto (terça a sexta, das 9 h às 22 h; sábado, das 9 h às 21 h; e domingo, das 9 h às 20 h). Grátis.

 

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