Moda de papel

Thais Caramico

04 Junho 2011 | 07h30

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Ilustrações: Carlinhos Müller

Nesta semana, o Estadinho que saber: o que é moda para você? Para nós, é sentir-se bem usando aquilo que se gosta. Não importa a marca nem de onde a roupa vem. E vale lembrar que moda também é uma arte, um jeito de se expressar. Já parou para pensar como o corpo também vira uma escultura? E nos movimentos culturais e sociais em que a moda está inserida? Por que será que alguns ídolos musicais têm o mesmo estilo?

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Para ler a matéria completa e conhecer melhor a história de algumas peças, é só clicar nas páginas abaixo. E conferir ainda o bate-papo que tivemos com a inventora Miki W., autora do livro Vestida para Espantar Gente na Rua, e ver que bacana que é um grupo de amigas que comanda o Brechó Pop Camelô. Ah, sobre elas, você pode continuar lendo mais para baixo.

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Mas não pare por aí. A ideia de falar de moda também virou brincadeira no Estadinho. Na edição de papel, todas ilustrações foram feitas para recortar e vestir os bonecos da capa, como você na imagem acima. As mesmas imagens estão disponíveis aqui para impressão (assim, se você ficar com dó de tirar um pedaço da sua edição impressa, tudo bem! Você pega do blog sem ter de “costurar” depois).

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Daniel Teixeira/AE

O que você faz com as roupas que não servem mais? Aos seis anos, quatro amigas de colégio decidiram vender peças usadas para levantar uma grana e viajar para a Disney. Elas começaram a juntar roupas que não serviam mais, garimpar os armários das mães, tias e avós e o projeto deu certo. Hoje, aos 10, Giovanna Pezzuto, Estela Barone Rocha Pinto, Joana Fusco Ximenes e Marcela Magalhães organizam com muito estilo (e sem frescura) o Brechó Pop Camelô.

Até agora, quatro edições já foram feitas com sucesso! “A gente foi juntando tudo e colocou pra vender bem baratinho”, diz Giovanna. “O segredo é ter peças baratas. Assim, as pessoas compram bastante e quando você vê, já ficou um montão”, explica Estela. Na última edição, o brechó foi organizado em uma loja da Vila Madalena. “Foi muito bom. Até a dona da loja agradeceu a gente por ter emprestado o espaço, pois acabamos levando um monte de gente pra lá”, lembra empolgada a Joana. Já Marcela, conta mais sobre o que é aceito e como os preços são definidos: “Ah, existe meio que uma tabela. Por exemplo, uma blusinha simples vai custar R$ 5 ou R$ 10. Se ela tem algum detalhe, alguma coisa bem bonitinha, aí a gente pensa. Mas, no geral, quase tudo é entre R$ 5 e R$ 25. E temos bijuterias, skate, livros… Colocamos pra vender o que a gente consegue juntar”, diz.

O legal das meninas é que apesar de conhecer alguns nomes da moda e ter peças de marca, elas não ligam apenas para isso. “O que mais vejo é uma garota com shorts e camisa xadrez, sempre igual”, conta Giovanna, que comanda o blog Love Teen.
Com isso, as meninas já até fizeram parcerias com ONGs. E o mais legal não é que elas estão guardando dinheiro para realizar um sonho. E sim que dá para sentir, só conversando com elas, que o rola mesmo é uma ação de amizade supersaudável. Elas respeitam cada estilo (todas são bem diferentes) e ajudam os amigos a se vestir melhor sendo bastante elegantes. “Ah, a gente não fica falando muito. Mas por exemplo, se tem alguém que pede opinião e a gente vê que a roupa não tá legal, a gente tenta mostrar que fica melhor de outro jeito. Então a gente incentiva outro visual sem ficar falando mal do anterior”, conta Joana.

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Para completar seu conhecimento de moda, há mais uma peça que não pode faltar no seu “armário”. Nesse livro Moda: Uma História para Crianças (Cosac Naify) de Katia Canton e Luciana Shiller, a moda é apresentada por períodos, fatos e curiosidades. Tem uma seção sobre o Egito, outra para falar de acessórios e uma bem legal que conta um pouco sobre estilistas famosos da alta-costura, como Chanel e Dior, por exemplo. E, no final, traz um texto bem interessante que diz: “A moda é feita não só pelos costureiros e artistas famosos, mas também por todos nós. A moda é criada nas ruas, no jeito como as pessoas se vestem. Seu próprio jeito de ser também faz parte da história da moda. Pense nisso”.