O apagamento

Estadão

21 Abril 2012 | 06h51

“Era uma vez um castelo, com um jardim cheio de natureza e uma escola ao lado. O problema é que a cidade que o castelo ficava era assustadora e dava medo.

Roxane, a rainha do castelo, deu a vida à menina chamada Maria. Uma vez, Maria caiu da cama da sua mãe. Roxane  acordou com o barulhão, que deu no chão. Então, começou a correr para a cama da filha. Assim, falou para todas as pessoas de seu império, mas só um menino ajudou:

– Bem, dá uma hora daqui de carro e para comprar dá 100 reais. E sempre dê água a Maria.

Depois de 55 horas, elas voltaram e as amigas de Roxane perguntaram:

– Por que demorou tanto? Um dia depois dois. O que aconteceu?

– Eu dormi de repente, mas tive um belo sonho.

– Lá no carro? E você deu comida à Maria?

Maria desmaiou por dois anos. E, quando acordou, estava em outra casa (de pobre). Ela chorou e chorou, mas parou em uma hora.

Quando cresceu (aos 6 anos), a pessoa que cuidava dela foi embora. Maria assistia à nova novela das nove que é Avenida Brasil e viu que uma menina trabalhava no lixão para comer algo.  Ela saiu da cidade e viajou ao Brasil. Quando chegou ao Brasil, procurou o lixão mais próximo. Chegou e viu que quem trabalha lá tem que pegar pesado. Os primeiros dias dela precisou de um ajudante, mas não teve ninguém. Maria estava com muita fome e desmaiou.

De repente, ela caiu no espaço, apareceu um monte de meteoros, um acertou na cabeça da menina e ela  ficou sem ar e desmaiou. Agora, acordou no topo da Torre Eiffel. Ela, primeiramente, não achou nada legal, depois gostou, pois estavam tirando foto dela. Um cara estava com o flash imenso e acertou bem no olho da Maria. Ela começou a cair cada vez mais  rápido. Quando estava quase no chão, ela desmaiou.

Quando acordou, estava do tamanho de uma formiga  no formigueiro. Um dia, estava pegando folhas igual todas as outras formigas e um garoto ia pisar nela. Antes de pisar, ela desmaiou.

Acordou do tamanho normal estava no elevador do Hopi Hari. Quando o elevador subiu a menina, não estava com o cinto e quando foi descer… Antes de descer, ela desmaiou.

Acordou, porém, no prédio do Rio de Janeiro. O prédio estava caindo, mas a menina desmaiou.

Acordou, mas era um peixe. Achou legal no começo, mas, depois, veio um monte de pescadores e pegaram ela com a rede. Antes dela ser pescada, desmaiou.

Quando acordou, ela era aluna da Veronice, e a Verô encheu de  lição. Mas antes dela a encher de lição, ela desmaiou.

Acordou era uma batata. Antes de virar “batata frita”, desmaiou.

Quando acordou era uma flor. Primeiramente, achou muito legal, depois veio uma menina querendo tirá-la pelas raízes. Antes disso acontecer, ela desmaiou novamente.

Acordou  e era corintiana. Antes de uma pessoa colocar um adesivo do Corinthians (ecaaaa), ela desmaiou.

Quando acordou, era uma jogadora de rúgbi. Achou legal que não ia desmaiar novamente, mas a bola foi parar  na mão dela, que desmaiou. Isso aconteceu de novo, era  jogadora de futebol americano e desmaiou.

Acordou e estava andando de esqui. Não tinha nada demais. No começo, era quase reto, mas depois ficou muito, mas muito inclinado. Antes de cair e fazer ferimentos graves, ela desmaiou.

Aconteceu o mesmo quando estava em Júpiter, Netuno, Urano, Sol, Lua, dentro de uma batata oca, da luta livre, no futebol, no boxe, descendo de paraquedas, etc.

No final, quando ela acordou de verdade, estava em família e descobriu que foi só um sonho. Saiu do castelo, tropeçou e caiu. A mãe levou de novo e demorou 55 horas…”

Carlos Alberto Koji Kamei Ohara, 10 anos

 

Esta é uma história produzida por um dos alunos da professora Veronice Leal, do 5º ano do Colégio Santa Maria, em São Paulo, que aceitou o desafio do Estadinho de criar uma história usando as palavras da nuvem de tags publicada na edição de 24 de março.