O mistério da pedra que andou

Estadão

13 Março 2013 | 07h00

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(Por Aryane Cararo)

O título do livro O Mistério da Pedra que Andou propõe um mistério que não é muito difícil resolver. Mas não precisa não ter ideia do que seja esse segredo para ler o livro. Se você quer uma boa dose de rimas bem encadeadas, com um inquérito entre a bicharada, vai gostar do que encontra ao abrir as páginas (ainda mais porque as ilustrações são da Graça Lima, sempre muito boas).

O fato é que o coelho deixou suas cenouras sobre a mesa e foi tirar um cochilo. Quando acordou, faminto, não encontrou mais as cenouras nem a mesa. O que será que teria acontecido? Quem teria levado a comida com mesa e tudo dali? Isso era um caso para a esperta raposa resolver. De animal em animal, ela vai procurando as pistas. Primeiro, desconfia da força do gorila. Mas ele nega e diz que talvez a pedra tenha evaporado voando nas garras de alguma ave. Então, a raposa vai checar a informação com a águia, que nega e levanta suspeitas sobre a hiena, que vive rindo à toa. A hiena vai culpar o boi, que vai desconfiar do urso e assim por diante até o mistério ser esclarecido. Aqui, importa menos resolver o caso do que ler essa gostosa sucessão de acusações.

O Mistério da Pedra que Andou. Texto: Milton Célio de Oliveira Filho. Ilustrações: Graça Lima. Mercuryo Jovem, R$ 35.