Olá, Brasil!

Estadão

10 de novembro de 2012 | 07h00

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(Por Natália Mazzoni)

Você já leu o Estadinhodesta semana? Lá, tem várias histórias de crianças que viveram a experiência de mudar de país. Tiveram de aprender um idioma novo, fazer amigos. Se você ainda não leu, pode clicar nas páginas abaixo. Depois, continue aqui e conheça a história de Máximo Pardo Cano, aluno da Escola Internacional de Alphaville, de 10 anos. Ele saiu da Argentina e veio para o Brasil no ano passado.

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Máximo Pardo Cano (Foto: Arquivo Pessoal)

Estadinho: Você se lembra de quando soube que mudaria de país?
Máximo: Lembro sim. Fiquei feliz, pois achei que era somente uma viagem. Quando meus pais falaram que iríamos morar no Brasil, gostei muito, sabia que iria conhecer gente nova, viajar pelas praias do Brasil. Minha irmã não queria vir, pois falava que todas as suas amigas estavam lá. Mas, agora, ela gosta bastante daqui.

Como era a sua vida na Argentina?
Frequentava a escola e, em todos os fins de semana, jogava tênis com meu pai. Não costumava viajar muito, só nas férias de verão, quando vinha muito para o Brasil, na praia do Costão do Santinho. Andava muito de bicicleta também.

Você ainda tem contato com os amigos de lá?
Falo muito com meus amigos através de e-mails, Facebook e Skype.

Teve medo de não fazer amigos no Brasil?
Não, nunca, pois todo mundo sempre falava que as pessoas são simpáticas no Brasil.

Como foi seu primeiro dia aqui?
Na verdade, foi a primeira noite. Gostei muito do hotel em que fiquei. Nos primeiros dias começamos a conhecer restaurantes, lojas e shoppings.

Como foi na escola? Lembra-se do seu primeiro dia?
No meu primeiro dia, sentei com um amigo que também havia acabado de entrar na escola. Depois, comecei a sentar perto do Guilherme Korps, que é muito legal. Agora sou amigo do Patrick também. Senti diferença no estudo, porque na Argentina só tinha três matérias (Matemática, Ciências e Espanhol), além de inglês durante a tarde e outras atividades como Educação Física. Aqui, tenho outras matérias, como História e Geografia, que são as minhas preferidas.

Quem foi seu primeiro amigo aqui?
Meu primeiro amigo foi o José Andrés. Ele é da Costa Rica e fizemos amizade porque começamos a sentar juntos, e também por conta do idioma em comum, o que facilitava nossa comunicação.

Achou a nossa língua muito difícil de aprender?
Não muito, mas algumas frases são difíceis.

Como se comunicava quando chegou?
Não me comunicava tanto. O que eu não entendia, perguntava para minha mãe, que sabe falar português, e ela me explicava. Demorei 5 ou 6 meses para aprender a falar português.

Se um amigo seu pedisse dicas de como lidar bem com a situação de mudar de país, o que você diria?
Falaria para ele não ficar tão nervoso, pois, depois de alguns meses, tudo fica familiar.

Do que mais gosta no Brasil? Sente saudades do seu país?
Gosto muito dos condomínios de Alphaville, pois o som dos caminhões não me acorda. Gosto também dos shoppings e das praias do Brasil. Mas sinto muita saudades da Argentina, principalmente de minha família, pois lá tenho minha avó, meus tios, todos os que amo.

Você conta sobre sua cultura para os amigos da escola?
Sim, às vezes eles perguntam sobre a culinária, especialmente sobre o doce de leite e o típico churrasco argentino.

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