Susto ou travessura?

Estadão

31 de outubro de 2011 | 12h00

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As meninas da Cia Conto em Cantos trouxeram histórias populares do Norte do País para contar às crianças que foram ao Circuito Estadinho no último sábado (dia 29), na Livraria Cultura do Shopping Market Place, em São Paulo. Teve história engraçada, teve outras de tomar susto, mas não teve ninguém que não tenha gostado dessas lendas do folclore popular brasileiro.

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Da amazônia, Juliana Offenbecker e Priscila Harder levaram não só histórias como a da Noiva do Cai-cai: elas vieram cheias de instrumentos para fazer os efeitos sonoros e também os efeitos de cena.

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Pois não é que até a cobra Boiúna elas trouxeram? Calma, não era uma cobra de verdade, mas um utensílio de palha usado pelos índios (esse que está nas mãos da Priscila).

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Marina Suppo, de 3 anos, nunca tinha visto instrumentos assim e ficou encantada muito antes de as histórias começarem. Ela queria tocar aqueles objetos todos, para saber que tipo de som cada um produzia. Ficou interessada em um tambor, mas teve de esperar a contação acabar para experimentar todos eles. No fim, ficou deslumbrada mesmo foi com o coco: ela nunca tinha visto som assim! Justiça seja feita: apesar de estar de olho nos objetos, ela prestou atenção em todos os contos e até sugeriu que a sobremesa de Pedro Malasartes fosse brigadeiro. E foi uma das voluntárias quando Priscila e Juliana pediram a ajuda para duas crianças corajosas.

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 O outro corajoso foi o Pedro Brito, de 6 anos, que participou da brincadeira. Bem no comecinho, ele estava meio tímido, olhando tudo lá do fundo da livraria. Aos poucos, foi chegando ao tapete lilás e, por pouco, quase levou uma patada da onça da história assim que arranjou um lugarzinho no meio.

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Depois, ele ficou bem à vontade e não desviou a atenção nem um minuto, porque sabe que para ouvir os contos atenção é fundamental. Ah, sabe o que ele disse que era preciso ter no jantar do Pedro Malasartes? Brócolis! Você diria isso também?

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A irmã de Pedro, Mariana Brito, de 4 anos, sugeriu um bifinho. Assim como Pedro, ela adora histórias e não perdeu um detalhe da contação.

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Ao lado dela, estava o participativo Arthur Taciano Fracalossi, de 3 anos. Ele sabe que para uma contação de histórias ocorrer é preciso ter livros e não dar atenção para ninguém. Foi por isso que ele só respondeu rapidinho que estava gostando de tudo, entre o intervalo de um conto e outro, e disse que precisava ouvir a música da história seguinte, que já estava tocando.

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Foi justamente a música que fez a festa de Carolina Santos Costa, de 2 anos. De pé quase o tempo todo, Carolina ia para lá e para cá toda vez que ouvia um som tocar. Gostou também de imitar os gestos das contadoras. Sua mãe contou que ela adora música e que faz balé. “E vai ser humorista também”, disse a mãe assim que Carolina fez essa carinha para a foto. Não ficou uma graça?

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Do lado dela, Beatriz Lopes, de 2 anos, também pediu para a mãe tirar os sapatos para ficar mais à vontade no tapete lilás. Ela ouvia com atenção, levantava na hora das músicas, imitava os gestos de terror e suspense das contadoras e queria participar de tudo. Adora histórias e pede sempre para a mãe ler muitos livros. E não se assustou com o véu da noiva assombrada: ela tinha visto algo parecido na comemoração de Halloween.

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Só tinha criança corajosa no Circuito. Rafaela Orrico Offenbecker, de 3 anos, prima da Juliana, era uma delas. De braços cruzados, boquinha apertada e queixo para cima, ela jurava que não tinha medo de nada, nadinha: nem da cobra Boiúna nem da noiva assombrada nem de nada. Mas sua irmã, a Laura Orrico Offenbecker, de 7 anos, disse que era mais corajosa que Rafaela. As duas moram na Bahia, estavam passeando por São Paulo e adoraram a tarde de histórias com a prima contadora. “Foi interessante e engraçado!”, disse Laura, que gostou mais da história da noiva. Ah, e até Maia Harder, de 6 meses, parece ter gostado de tudo: ficou atenta à contação da mãe Priscila.

Ficou com vontade de participar? Pois no próximo sábado (dia 5), Juliana Offenbecker está de volta no Circuito Estadinho, com histórias diferentes. Vai ser na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, às 15 h. Até lá!