Terra de gigantes

Estadão

30 de março de 2013 | 07h00

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(Por Natália Mazzoni)

Você já leu o Estadinho desta semana? A nossa reportagem de capa fala sobre gigantes. Os das histórias para crianças e também os que aparecem no filme Jack: O Caçador de Gigantes. Não leu ainda? Clique nas páginas abaixo. Depois, continue aqui. Tem jogo e trailer do filme.

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Trailer do filme

Ficou com vontade de assistir ao filme? Para ver o trailer, clique no vídeo abaixo, mas, antes, lembre-se: o filme é indicado para crianças a partir de 10 anos.

Busca pela princesa

A Warner Bros. Pictures fez um jogo online do filme Jack: O Caçador de Gigantes. O objetivo do  Corrida Gigante é subir no topo do pé de feijão e resgatar a princesa Isabelle, desviando de corvos e rochas caindo, e coletando uvas, pães e frangos para ganhar pontos.

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Para jogar é só clicar aqui.

Outras histórias de gigantes

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Ernani Ssó, autor do livro Contos de Gigantes, da Companhia das Letras

O Estadinho pediu para Ernani Ssó, autor do livro Contos de Gigantes, contar mais histórias sobre esses personagens. Ele adorou a ideia e separou as duas de que mais gosta.

O Monstro de Sete Cabeças

Há muito, muito tempo, quando os bichos falavam e os reis eram justos, havia um monstro de sete cabeças. Ele morava numa caverna, na encosta de uma montanha. Descia para a planície e caçava carneiros, vacas e homens. Eram sempre dois carneiros, ou duas vacas, ou dois homens de cada vez.
Os camponeses suplicaram ao rei que fizesse alguma coisa. O rei ofereceu como recompensa um saco de moedas de ouro a quem matasse o monstro e convocou o noivo de sua filha, o príncipe guerreiro do reino vizinho, com seus soldados. O príncipe acampou na planície e fez mil fogueiras, porque diziam que o monstro tinha medo de fogo.

Perto dali, vivia uma viúva muito pobre com o filho, André. Ele pegou o arco, as flechas e disse:
— Mãe, vou tentar a sorte.
— Não, meu filho, é muito perigoso.
— Entre viver com fome ou morrer lutando, prefiro morrer lutando.

A caminho do acampamento, André passou por uma aldeia onde um grupo de homens espancava um morto. Em volta do grupo, um macaco pulava e guinchava.
André parou, curioso.
— O que vocês estão fazendo?

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João Mata-Sete

Há muito tempo, quando os bichos falavam, a lua era quente e o sol era frio, um homem ganhava a vida nas feiras, com um teatro de bonecos. Um dia, no incêndio de uma estalagem, ele ficou muito ferido e perdeu todos os bonecos, menos um. Antes de morrer, disse a seu filho:
— João, toda a minha herança é esse boneco. Cuide bem dele. Quando tiver fome, lhe dê comida. Quando tiver sede, lhe dê água. Quando você precisar de ajuda, ele o ajudará. Mas não fale disso com ninguém.

João prometeu que assim o faria. No outro dia, depois do enterro do pai, disse baixinho:
— E agora, o que farei?
— Vamos nos apresentar na feira — o boneco disse.
João passou a manhã na feira, se apresentando com o boneco. Mas ganhou apenas três moedinhas de cobre e um pedaço de pão velho. João ficou desanimado.
Nisso, passou uma vendedora ambulante anunciando:
— Geleia de ameixa! Olha a geleia de ameixa! Geleia boa e barata!
— Compre — o boneco disse.

João comprou e comeu o pão com a geleia, dividindo-o com o boneco. Como o boneco ficou com a boca suja de geleia, logo atraiu um monte de moscas. João pegou um pedaço de trapo e bateu nas moscas, matando-as todas. Contente com a proeza, contou-as e disse:
— Matei sete de um golpe só.
— Muito bem — o boneco disse. — Toda a aldeia deve saber disso. A aldeia? Não, o mundo todo deve saber disso. Por que você não borda um letreiro em seu cinturão? “Matei sete de um golpe só.”

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