Bastidores da cobertura do presidente Lula no G-8, em L’Áquila, Itália

Estadão

13 Julho 2009 | 16h35

Fotos: Wilson Pedrosa/AE

A corrida para pegar um bom lugar era sempre um espetáculo à parte.


Pedrosa e uma parte de seus passes para a cobertura.

Por Wilson Pedrosa

Quem vê uma foto de um evento internacional como G-8, em L’Áquila, Itália, não imagina que o processo se inicia meses antes da cobertura.
Depois da confirmação, o jornalista viaja e começa a batalha por credenciais em separado para cada um dos eventos.

São os chamados “pools”. Em L’Aquila na Itália foram uns 100 eventos nos 3 dias de reunião. Aproximadamente 1000 jornalistas disputavam um lugar perto dos líderes mundiais.

Eu estive com o Presidente Lula em 12 situações diferentes.

Passei uma semana e pouco vi do país. Em L’Aquila ficamos, jornalistas e autoridades, “confinados” praticamente 24 horas.

Cada credencial para cada pool, eu perdia por volta de 1 hora, esperando a entrega da dita cuja. Às vezes tinhamos de 2 a 3 minutos para fotografar.

A corrida para pegar um bom lugar era sempre um espetáculo à parte.

Não estou reclamando, essa é a rotina de um fotojornalista quando está fotografando Barack Obama, Sarkozy, Lula e outros líderes mundiais. E assim vamos tocando a vida, essa é uma historinha de um bastidor para o leitor do Estado de São Paulo ficar sabendo como são feitas as imagens de um evento mundial como G-8.

Wilson Pedrosa
Editor e coordenador de Fotografia da Sucursal Brasília