A COPA de 2014 e as oportunidades para o mercado da construção e hotelaria

Guias Oesp

30 de abril de 2010 | 15h39

O “Encontro sobre a COPA 2014 e as oportunidades para o mercado da construção e hotelaria”, realizado pelo CTE no dia 12 de abril de 2010, reuniu 232 profissionais (66 de incorporadoras e construtoras, 104 de fornecedores de materiais e serviços, 45 de empresas de projeto e consultoria, 12 de entidades de classe e órgãos governamentais, 6 de fundos de investimento e agentes financeiros), representando 25 cidades e 10 Estados (BA, CE, DF, GO, MA, MG, PE, RJ, SC, SP).

Roberto de Souza, Diretor Presidente do CTE, comentou sobre as novas oportunidades que surgem para o mercado imobiliário, da construção e de hotelaria com a realização da Copa em 2014, principalmente no que se refere aos legados das obras para o País e as cidades.

A Copa do Mundo é o maior evento midiático do planeta, pois a Fifa congrega 208 países, mais que a ONU, hoje com 192 países integrantes. Estima-se que a Copa 2014 terá cerca de 40 bilhões de pessoas assistindo às transmissões (cada espectador assistindo a uma partida sentado em um estádio corresponde a 10 mil espectadores assistindo-a pela TV). Portanto, a realização da Copa é uma oportunidade ímpar para o Brasil e será um ponto estratégico de visibilidade internacional e desenvolvimento de uma economia que poderá, nos próximos anos, ser alavancada por investimentos internacionais.

João Alberto Viol (Presidente Nacional do Sinaenco), Carlos de La Corte (Sócio Diretor da ARENA e consultor técnico do LOC) e Roberto de Souza (Diretor Presidente do CTE), discutiram as oportunidades geradas pela Copa 2014 para o mercado de projetos e da construção e as diretrizes da FIFA para construção de estádios e seu entorno.

Em relação ao turismo, a previsão é que haverá demandas diferenciadas entre as cidades sede dos eventos, considerando que algumas são litorâneas (com potencial para atrair turistas), outras de interesse turístico pela diversidade de sua natureza (Manaus e Cuiabá, por exemplo) e outras por promoverem o turismo de negócios. Com relação à hotelaria, ao contrário do que se imagina, tanto a Copa 2014 como as Olimpíadas 2016 não gerarão, por si sós, mais demanda para os anos seguintes, pois os eventos serão pontuais, com apenas um mês de duração. A demanda aumentará neste período de realização dos eventos, mas não possibilitará que um novo empreendimento se sustente no futuro, já que um hotel precisa de sete anos, em média, para se pagar.

Enfim, como saber em quais fases estão os projetos, as aprovações e os recursos para a Copa 2014? Nesse ano (2010), todas as obras desportivas que estão planejadas devem ser iniciadas. Agora, para as obras de infraestrutura, será necessário um varejão, pois os projetos não são conhecidos ainda, o que prejudica a qualidade da realização do evento. No entanto, os caminhos devem ser acompanhados pelos canais dos Governos, pois é responsabilidade de cada cidade cumprir o cronograma da FIFA.

encontro

Foto do Encontro realizado pelo CTE no dia 12 de abril de 2010

Fonte: Centro Brasileiro de Construção em Aço.

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