Amianto – Atraso tecnológico

Guias Oesp

21 de fevereiro de 2011 | 09h18

Estudo recomenda substituir crisotila por outras formas mais limpas na fabricação de telhas e caixas d’água

AmiantoEstudo assinado pelos economistas Ana Lucia Gonçalves da Silva e Carlos Raul Etulian da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), intitulado “Avaliação do impacto econômico da proibição do uso do amianto na construção civil no Brasil”, aponta que o país precisa substituir as tecnologias à base de amianto do tipo crisotila por outras mais limpas, tanto na fabricação de telhas quanto caixas d’água, não somente por causa das questões relacionadas à saúde – o mineral é considerado cancerígeno pela Organização Mundial da Saúde (OMS) -, mas também por razões econômicas e de competitividade. Retardar a transição para as novas tecnologias só irá aumentar as chances de outros países saírem na frente para desenvolver novos produtos, ganhar em escala, aprendizado e vantagens cumulativas.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores de Produtos de Fibrocimento (Abifibro), João Carlos Duarte Paes, “o setor de artefatos de fibrocimento está em condições de se adequar à substituição do amianto em seus produtos, com relativa rapidez, permanecendo ativo no mercado e a preços praticamente similares”. Cerca de 75% das empresas já possuem produtos de fibrocimento compostos com fibras alternativas.

“O aumento do custo de produção seria de 10% em caso de substituição por fibras sintéticas ou ambientalmente responsáveis”, calcula Paes. O presidente da Eternit, Élio Martins, discorda e prevê um incremento de cerca de 30%. “Só a Brasilit e a Decorlit  saíram completamente do amianto. O Brasil não tem características de quem saiu do amianto porque tem reservas e demandas”, argumenta Martins.

O principal associado à Abifibro é a Brasilit, do grupo francês Saint-Gobain, líder no mercado de produtos sem amianto no País. A fibra mineral ainda é usada  no Brasil e autorizada pelo governo, desde que assistida por medidas de segurança, embora seu uso tenha sido banido em 58 países, como Argentina, Chile, Uruguai, Honduras e na União Européia (UE). Os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul já têm  legislações específicas proibindo a exploração, utilização e comercialização do amianto.

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