Aquecimento global movimenta empresas.

Guias Oesp

16 de dezembro de 2010 | 14h13

Algumas companhias estão criando produtos que ajudem o mundo a se adaptar às temperaturas e aos níveis do mar mais altos, um mercado com potencial para movimentar US$ 135 bilhões de dólares por ano até 2030. Outras almejam minimizar o impacto do aquecimento global em suas operações. “As mudanças climáticas representam uma ameaça direta aos nossos negócios”, diz Jim Hanna, diretor de impacto ambiental da Starbucks. Para garantir a disponibilidade dos grãos de café, a empresa recompensa agricultores que adotam medidas de prevenção à erosão do solo.

As companhias são motivadas em parte pelo fracasso dos esforços internacionais para a redução de emissões de gases que contribuem para o aquecimento global, já que os danos provocados por desastres relacionados ao clima estão aumentando. As perdas com tempestades e enchentes cobertas por seguros cresceram mais de cinco vezes, para US$ 27 bilhões ao ano, nas últimas quatro décadas, segundo a Swiss Re. Até 2030 o mundo poderá gastar US$ 135 bilhões por ano com proteção contra enchentes, prédios que suportem furacões e plantações resistentes à seca. “Cedo ou tarde, todas as empresas terão de proteger suas operações dos caprichos do clima”, disse Christiana Figueres, secretária da ONU para o clima.

A Levi Strauss, diz estar preocupada com os aumentos dos preços do algodão, provocados pelas temperaturas mais altas. A General Electric (GE), está trabalhando no mapeamento de riscos para os investidores relacionados à água. Jeff Fulgham, diretor da GE Water, acredita que a receita da GE com negócios de reciclagem de água para uso em usinas geradores de energia, crescerá mais de 10% ao ano até 2016.

Fonte: Valor Econômico – Empresas – Quinta-Feira, 16 de dezembro 2010.

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