Artigo – Desafios para construção em 2011

Guias Oesp

28 de fevereiro de 2011 | 08h51

Por Sergio Watanabe

Depois de crescer 11% em 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil brasileira deverá se elevar mais de 6% em 2011. Esta previsão, anunciada pelo SindusCon-SP no final de 2010, foi formulada com base na constatação de que um grande número de obras já está contratada, o crédito imobiliário continuará a ser muito demandado e ofertado e os anunciados cortes de despesas governamentais não deverão afetar substancialmente o apetite dos investidores e a renda das famílias.

A questão que se coloca é como atravessar 2011 diante dos desafios já delineados em 2010: necessidade de novas contratações de pessoal, elevação do custo da mão de obra, sobretudo a qualificada, investimentos em tecnologia para elevar a produtividade, agilização dos licenciamentos para a aprovação de obras de habitação e infraestrutura e a viabilização de terrenos, sobretudo nos grandes centros urbanos, para a construção imobiliária e de habitações populares.

Será preciso trabalhar cada uma das questões e buscar soluções mais duradouras para sustentar um crescimento contínuo da construção. Na área de mão de obra, por exemplo, os cursos de qualificação existentes não têm dado conta da demanda das construtoras, que acabam treinando o pessoal também nos próprios canteiros, em um sistema medieval em que os novos ficam observando os mais experientes.

É certo que a construção civil irá pressionar pela criação de mais vagas nos cursos do Senai, das Escolas e Faculdades de Tecnologias (Etecs e Fatecs), e de programas como o Primeiro Passo, que qualifica beneficiários do Bolsa Família para ingressarem no mercado de trabalho. E também trabalhar na qualificação de egressos do sistema penitenciário, de cortadores de cana desempregados por conta da mecanização e de jovens carentes.

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Revista Construção – Edição 115 – Guias OESP

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