Capa – Emprego secular

Guias Oesp

13 de abril de 2011 | 08h29

As molas têm vida útil determinada por cálculos e, se bem projetadas, resistem a milhões de ciclos antes de perder suas características

MolasCarros, tratores, máquinas, colchões e até canetas precisam de molas para funcionar. Nem sempre elas estão em evidência ou chamam a atenção, mas são utilizadas em diversas indústrias e fazem parte do cotidiano das pessoas. Por possuírem empregos tão distintos, as molas – elementos capazes de absorver deformações elásticas – demandam em suas fabricações, materiais e tecnologias diferentes, que variam conforme a carga a suportar, o tipo de esforço a fazer, a resistência que deve ter e a tração que necessita garantir.

De acordo com Tarcísio Furlanetto, tecnólogo em mecânica da área de projetos e orientador de prática profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), as molas de aço existem há alguns séculos. “Acredito que elas tenham sido empregadas pela primeira vez na indústria ferroviária, depois da Revolução Industrial”, diz ao relatar que o conceito é mais antigo, pois o inventor e artista renascentista italiano Leonardo da Vinci já trabalhava, no século XV, com a idéia de fusos em seus desenhos. “A idéia da mola já deveria existir, mas o processo de purificação do aço ainda não tinha sido desenvolvido. As molas, como as conhecemos hoje, feitas a partir de materiais com propriedades elásticas, vieram depois. E o uso do aço na confecção dessas molas de compressão certamente se deu a partir de processos empíricos”.

De maneira geral é possível classificar as molas em três grandes grupos: de compressão, de tração e de torção. Todas elas são feitas de aços-liga ou aço inoxidáveis, versões do aço carbono, que recebe em sua composição os elementos cromo, molibdênio, vanádio e tungstênio, responsáveis por garantir resiliência para que o arame seja torcido e pressionado e garantir à mola o mesmo impulso de pressão em seu retorno. E é essa resistência ao vai e vem que estipula o tempo de vida de cada mola. “Cada mola tem uma vida útil determinada por cálculos mas geralmente a bem projetada resiste a milhões de ciclos antes de perder suas características”, explica Furlanetto.

Portanto, as molas exigem cuidados e conhecimentos de processos tanto no que se refere ao seu projeto, como em relação aos materiais com os quais são fabricadas. O aço empregado na fabricação das molas deve apresentar alto limite de elasticidade, grande resistência e alto limite de fadiga, afinal, muitas vezes, elas estão sujeitas a condições de serviços severas em razão das cargas que suportam, dos tipos de esforços que realizam, das altas temperaturas as quais podem ser submetidas, meios corrosivos e vibrações. Portanto, a escolha do material depende das propriedades desejadas, das aplicações, do custo e da técnica de frabricação.

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Revista Metal Mecânica e Eletroeletrônica – Edição 98 – Guias OESP

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