Cobre – Ritmo lento

Guias Oesp

14 de abril de 2011 | 10h57

Produtos que contêm cobre têm vendas reduzidas em função do menor crescimento da construção civil

Ritmo LentoO menor crescimento esperado para a construção civil este ano deve fazer com que a taxa de expansão das vendas de produtos que contêm cobre seja inferior à registrada em 2010. As vendas desses itens aumentaram 14,5% ano passado e devem ter alta de 7% este ano, conforme projeção do Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trelifação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel). A construção é o principal consumidor de produtos que contêm cobre, com destaque para o uso de condutores e tubulações nos segmentos de habitação, obras de infraestrutura e saneamento.

Após registrar expansão de 11% em 2010, o PIB da construção deve crescer 6% neste ano, segundo estimativas do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). As vendas de materiais de construção também devem aumentar menos. A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) espera expansão entre 10% e 12% em 2011 ante 15% este ano. E o setor conta ainda com o apoio da prorrogação por mais um ano da redução de alíquotas do IPI para veículos de transporte, bens de capital e materiais de construção.

Entre os principais fatores que devem pesar na desaceleração prevista para o próximo ano estão a escassez de mão de obra qualificada, a pressão de custos e a demora na aprovação de projetos. A inflação na construção civil encerrou 2010 com alta de 7,58%. A taxa é mais que o dobro da apurada no setor em 2009, de acordo com levantamento recente da FGV. Para driblar a alta nos custos, as incorporadoras têm apostado em inovação tecnológica. Além de acelerar o processo construtivo, trazendo ganho de escala, a estratégia ainda minimiza o problema da falta de mão de obra – visto que os processos mais modernos exigem menos trabalhadores.

Embora a construção continuará sendo o maior consumidor de produtos que contêm sobre, sua participação deve recuar com o crescimento da parcela demandada por parte de segmentos como o de eletroeletrônicos, segundo a Sindicel, em função do aumento da renda da população. A expectativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) é que o faturamento do setor terá alta de 13% em 2011. Outros clientes importantes dos produtos que contêm cobre são a indústria automotiva e os setores de petróleo, mineração e siderurgia.

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