Dia Internacional do Jovem Trabalhador

Guias Oesp

24 Abril 2012 | 16h29

Olá leitores, vocês sabiam que hoje é comemorado o Dia Internacional do Jovem Trabalhador? E vamos dedicar aqui um espaço especial para esses que, desde cedo, já são responsáveis por famílias inteiras ou ocupam posições de destaque no mercado, alguns ganham muito, outros nem tanto, a grande maioria além de trabalhar ainda estuda, ficando praticamente o dia inteiro fora de suas casas e longe do convívio com sua família e amigos, em fim, jovens lutadores, batalhadores, empreendedores. Abaixo, alguns cases de sucesso de pequenos empreendedores.

Assuma riscos

A fim de obter maior destaque no mercado, jovens entre 18 e 30 anos estão se dedicando, cada vez mais, ao mundo dos negócios. O Brasil é um país promissor quando se fala em empreendedorismo jovem, nos últimos três anos, aproximadamente quatro milhões de jovens decidiram iniciar seu negócio próprio, colocando o Brasil em 3º lugar no ranking da Global Entrepreneurship Monitor – GEM.

Além das características óbvias como espírito empreendedor, dinamismo, flexibilidade em tomar decisões e habilidade para resolver problemas, o jovem precisa, principalmente, ter apetite pelos riscos. “O jovem empreendedor sabe que os riscos existem, mas ele não tem medo de enfrentá-los”, esclarece o professor e doutor da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo), Davi Nakano.

Sou livre, sou empreendedor

A educação recebida está diretamente ligada a ser ou não empreendedor. Como assim? Os jovens criados com liberdade são, na maioria dos casos, os mais propensos a ter sucesso nessa empreitada, o fato de não estarem ligados a hierarquias, não precisarem dar satisfações ao chefe, cumprir horários, passar cartão e coisas do tipo, abre caminhos e aumenta a vontade de serem donos do próprio negócio. Outro fator importante é o meio social, pois ao surgir uma ideia, o ambiente em que se vive tem grande peso no quesito “proporcionar a oportunidade de executá-la”, seja por facilidade de crédito, infra-estrutura, conhecimento de pessoas e profissionais chaves para facilitar o alcance do objetivo.

Perfil do novo empreendedor brasileiro

Idade inferior a 30 anos;

Não pensa apenas no dinheiro;

Mais arrojado, sem medo de correr riscos;

Adaptável à sociedade da informação;

Suas empresas têm caráter flexível e adaptável às novas demandas do mercado;

Maior foco nos resultados e metas mais transparentes;

Está acostumado a errar para alcançar os objetivos, por isso, aprendem e aproveitam melhor os erros.

O Brasil está em 3º lugar no ranking da Global Entrepreneurship Monitor – GEM, em empreendedorismo.

Cases de sucesso

Poderíamos falar do Mark Zuckerberg ou Larry Page e Sergey Brin, fundadores do Facebook e Google, respectivamente, mas já estamos cansados de saber suas histórias. Vamos mostrar alguns mais próximos à nossa realidade mas com o mesmo espírito jovem e criativo:

Daniel Medeiros e João Tadeu Santos, graduados em Física, aos 30 anos, criaram o projeto de nariz eletrônico utilizado para identificar madeira e proteger o meio ambiente. A ideia tem chamado a atenção do IBAMA, justamente porque o nariz é um aparelho portátil, capaz de identificar se a madeira pode ou não ser comercializada. Hoje, para realizar esta análise é necessário que o fiscal recolha uma amostra da madeira e envie a um laboratório, sendo obrigado a aguardar dias pelo resultado. O projeto nasceu na graduação e em abril de 2011 foi apresentado ao CIETEC (Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia) que por sua vez, apostou na ideia e está realizando testes e dando orientação aos empresários.

Mauricio Villar e Maurício Matsumoto, engenheiros, com apenas 26 anos desenvolveram a empresa Compartibikes, com o programa Pedalusp. O projeto consiste em compartilhar bicicletas e facilitar a locomoção das pessoas dentro do campus da USP (Universidade de São Paulo), devido o acesso aos prédios ser muito demorado. O serviço de empréstimo de bicicletas é gratuito e está em fase de experimento, portanto o programa possui quatro bicicletas e é disponibilizado em dois prédios da universidade. O objetivo dos empresários é expandir o projeto para 10 localidades na USP e disponibilizar 100 bicicletas, para isso eles estão à procura de patrocinadores.

Thiago Ventura, cientista da computação, apenas 23 anos, trabalho do seu próprio quarto, em frente a um único computador. Em 2007, ele e dois amigos de faculdade selaram sociedade num negócio voltado para o desenvolvimento de games educativos, em Cuiabá. Já com uma dezena de clientes fixos no país inteiro, cogitam agora recrutar mais gente e, enfim, abrir um escritório.

Diogo Fonseca Carbonari de Almeida, 27 anos, Pedro Henrique Yonenega Valiati, 29, Fernando Cintra Mortara, 27 e Rodrigo Cassiari Martinho, 33, depois de trabalhar no Programa de Uso Racional de Água da USP, tiveram a ideia de criar a Sharewater. “Percebemos que podíamos aplicar a mesma tecnologia para redução de consumo em outros tipos de edificação”, diz Diogo Fonseca. Isso aconteceu em 2006; hoje, a empresa faz Programas de Conservação de Água para edificações comerciais, industriais e residenciais.

Os quatro sócios investiram R$ 16.800 para custear despesas e bancar a infraestrutura do laboratório e contaram com o apoio do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), onde ficaram incubados por quatro anos. “Esse período possibilitou abrir a empresa com poucos recursos e nos capacitou para a gestão”, diz Fonseca.

Fonte: Universia / Exame