Dia Nacional da Saúde. Temos motivos pra comemorar?

guiasoesp

03 de agosto de 2012 | 17h03

No próximo domingo, comemoramos o Dia Nacional da Saúde, mas e aí, como está a saúde do brasileiro? Será que a população realmente se preocupa com a sua saúde ou apenas uma minoria? Vejam a matéria a seguir e, no final, respondam pra si mesmo, se temos motivos pra comemorar.

 

Os números falam

Quase metade da população brasileira está acima do peso. em 2006 o percentual estava em 42,7% e, pasmem, em 2011 saltou para 48,5%. De acordo com pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, 52,6% dos homens estão acima do peso.

E quando falamos em saúde, não podemos apenas nos ater ao consumo de alimentos gordurosos, mesmo ele sendo um dos principais fatores do aumento do excesso de peso. Dados mostram que 34,6% dos brasileiros comem carnes gordurosas excessivamente, 29,8% consomem refrigerantes com regularidade e, em contrapartida, apenas 20,2% ingerem frutas e hortaliças na quantidade recomendada pela Organização Mundial da Saúde. Porém, cigarros, bebidas alcoólicas, falta de exercícios físicos, descuidos posturais e as doenças em geral, fazem parte do rol de problemas que, se formos na onda do “deixa pra lá”, é certo que futuramente eles virão com força total.

Quem se cuida mais, homens ou mulheres?

A pesquisa ainda mostra que os homens são os que mais gostam da famosa gordurinha da carne e as mulheres comem mais frutas e legumes. Porém, segundo a pesquisa, 39,6% dos homens fazem mais exercícios, enquanto apenas 22,4% das mulheres se exercitam regularmente.

A indústria precisa contribuir

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que temos que ter maior oferta de produtos industrializados saudáveis. O autosserviço também tem que colaborar e uma forma simples de se fazer isso é por colocar os alimentos mais saudáveis em evidência, mais visíveis. É comum nos supermercados vermos aquele corredor que nos leva ao caixa cheio de guloseimas super calóricas e, diga-se de passagem, uma fenomenal estratégia de marketing, onde, conforme vamos avançando na fila nos deparamos com diversos itens e o pior, vamos colocando na cestinha. A estratégia se mostra eficaz ainda se estivermos com crianças, pois tudo ali está ao alcance de suas mãos. Por que não usar aquele espaço para alimentos saudáveis?

 E o governo, o que tem feito?

No ano passado, o governo e a indústria alimentícia e escolas fizeram acordos para reduzir o sal e gordura dos alimentos. O Ministro Padilha defendeu a criação de “espaços de saúde”, com aparelhos de exercícios físicos em áreas públicas.

Além disso, em janeiro de 2012 foi lançado, entre o ministério da Saúde e do Desenvolvimento Social, o , com o objetivo de controlar a redução da obesidade no Brasil nos próximos dez anos.

O plano é dividido em três etapas:

1. Aumentar a disponibilidade e a oferta de alimentos frescos, fortalecendo o programa de alimentação escolar, disponibilizando cardápios mais saudáveis em restaurantes populares e ampliando a comercialização das 15 frutas e das 10 hortaliças mais consumidas.

2. Educação e informação, detalhando como a alimentação saudável deve ser trabalhada em escolas e em políticas públicas. Guias alimentares levando em consideração as condições regionais e elaborar materiais de orientação à população, com campanhas educativas na TV, rádio, jornais e redes sociais.

3. Promoção de modos de vida mais saudáveis, com incentivos para a construção de ciclovias, academias populares e outras ações que tenham como foco a adoção de hábitos para uma vida saudável.

Estou acima do peso?

O Ministério da Saúde considera “acima do peso” pessoas com um IMC (Índice de Massa Corporal) maior que 25. Para calcular o IMC divida seu peso pela altura ao quadrado. Acima de 30, pode se considerar “obeso”. Faça o teste aqui.

Balança Ingrata

De um lado o avanço da obesidade, do outro a queda do tabagismo. No mesmo levantamento, a taxa de fumantes ficou em 14,8% – é a primeira vez que o número cai para menos de 15%. O número de fumantes pesados – que fumam mais de 20 cigarros por dia – também caiu e está em 4,3%.

O governo também comemorou o crescimento do número de exames de mamografia feitos por mulheres com entre 50 e 69 anos de 2007 até agora.

E você o que faz para o seu bem estar? Participe conosco, deixe aqui seus comentários. Espalhe a matéria por aí.