Famílias brasileiras devem bater recordes em gastos esse ano

Mais uma notícia que reflete nos negócios da Oesp Mídia, principalmente no ramo da construção civil, mercado que está em constante evidência desde outubro de 2008, quando foi afetado diretamente pela crise mundial.

Guias Oesp

05 de maio de 2010 | 11h51

O brasileiro está comprando mais: automóveis, eletrodomésticos, material de construção. É uma febre no comércio. E a classe C está chegando ao paraíso das compras. O consumo dos brasileiros deve girar em torno de R$ 2 trilhões.

Os planos são bem parecidos: adquirir bens, pagar à vista ou em suaves prestações.

“Nossos planos de consumo são carro novo, apartamento. Eu e meu marido planejamos adquirir a casa própria”, conta a advogada Elisângela Martins.

O que varia é a necessidade de cada um.

O sonho de muitos, se concretizado, deve aquecer o mercado interno, que esse ano promete uma grande transformação.

Um estudo feito por uma empresa especializada em mercado mostra que a despesa das famílias poderá crescer até o fim do ano. O consumo dos brasileiros deve girar em torno de R$ 2 trilhões. O resultado, que é bem acima do esperado, surpreendeu os pesquisadores.

A estimativa é que o consumo seja maior que previsto para o PIB, de 6,1%. Entre as regiões do país, o Sudeste deve apresentar maior crescimento, seguido pelo Sul. Já para Nordeste, Centro-Oeste e Norte, a previsão é de um leve declínio.

“Em termos de regiões, o Nordeste continua sendo o segundo maior mercado consumidor, perdeu um pouco de participação por causa do fortalecimento das regiões Sul e Sudeste”, explica o coordenador da pesquisa Marcos Pazzini.

A pesquisa também revela que quase a metade do consumo deve se concentrar nos 50 maiores municípios brasileiros. A cidade de São Paulo lidera, seguida pelo Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte. Entre as dez maiores, uma surpresa: Campinas, única não-capital, aparece na nona posição.

Entre as classes sociais, a que mais deve elevar o poder de compra é a classe C, com renda média mensal de R$ 1650, respondendo por 27,7% de tudo que será consumido no país. Um grupo que está subindo de posição.

“Temos um cenário econômico favorável, uma perspectiva de crescimento da economia em um nível muito bom, taxa de emprego basicamente garantida, oferta de emprego, muitos trabalhadores trocando de empresas porque está tendo uma procura muito grande de novos talentos”, diz o coordenador da pesquisa Marcos Pazzini.

Fonte: Portal Bom dia Brasil, edição de 05/05/2010

publicidade

publicidade

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.