Indústria Automobilística – Impacto reduzido

Guias Oesp

12 de maio de 2011 | 16h49

Vendas de automóveis continuam a bater recordes e mercado de ônibus e implementos rodoviários cresce mais do que o esperado

Impacto ReduzidoAs medidas macroprudenciais do governo brasileiro para conter a inflação, como o aumento dos juros, estão tendo impacto reduzido no mercado de veículos. As vendas de automóveis neste ano continuam batendo recorde e o crédito bancário, usado para financiar 46% das vendas, também mostra crescimento. O desempenho do setor automotivo em janeiro e fevereiro foi recorde para ambos os meses, superiores ao mesmo período do ano passado, quando ainda estava em vigor a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Nos primeiros dois meses deste ano, foram comercializados cerca de 500 mil veículos, 15% a mais do que no mesmo período de 2010.

Em janeiro, as concessões de crédito para veículos caíram 33% na comparação com dezembro. Essa queda, porém, era prevista, já que no mês de dezembro foi registrada a maior produção a também a maior venda mensal da história da indústria brasileira. Além disso, sazonalmente janeiro é um mês mais fraco para o setor. Na comparação com janeiro de 2010, porém, houve aumento de 18,4% nos recursos liberados pelos bancos, segundo dados mais recentes do Banco Central.

Os bancos sentem que o mercado continua em expansão. No Banco do Brasil, dados preliminares de fevereiro indicam aumento dos financiamentos do Banco Votorantim, focado no crédito para veículos. O Banco Mercedes-Benz, que financia a compra de caminhões e veículos leves da montadora alemã, teve em janeiro o melhor mês de sua história. Sua linha de crédito direto ao consumidor (CDC) para financiar a compra de veículos teve crescimento de 338% em janeiro deste ano na comparação com o mesmo mês de 2010, com a liberação de R$ 64,8 milhões. Considerando todas as linhas de crédito, o banco liberou R$ 338,4 milhões (alta de 34%) para a aquisição de 1698 veículos zero quilômetro.

Ainda é difícil prever como vai se estabilizar o mercado de crédito para automóveis. As medidas anunciadas pelo governo já tiveram reflexo no bolso do consumidor, mas tudo indica que não a ponto de desestimulá-lo a trocar de carro. A Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras (Anef) estima que o aumento foi de 15% a 20% no valor das prestações, dependendo do prazo e do banco que concede o financiamento. No caso de uma prestação no valor de R$ 500, isso equivale a um acréscimo entre R$ 75 a R$ 100. Os financiamentos têm tido um prazo médio de 44 meses.

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