Indústria Naval – Expansão urgente

Guias Oesp

19 de abril de 2011 | 17h26

Cadeia produtiva naval entra na terceira fase de pós-recuperação e persegue competitividade internacional

Expansão UrgenteA indústria naval brasileira entrou este ano na terceira fase pós-recuperação. Em um primeiro momento, renasceu do sucateamento pelo qual passou na década de 90, ao ter priorizado a encomenda de plataformas e navios a partir da posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003. Em seguida, passou da fase de receber as encomendas para uma onda de investimentos em novos estaleiros e modernização dos antigos. Agora, é a hora de perseguir o nível de competitividade com seus pares internacionais para responder a contento ao crescimento vertiginoso da demanda previsto para os próximos anos na esteira do desenvolvimento das áreas do pré-sal.

De acordo com cálculos do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), até 2015 os 21 maiores estaleiros do País irão investir R$ 14 bilhões na ampliação e na construção de novas instalações. Isso significa que a capacidade instalada, atualmente em 570 mil toneladas anuais, irá dobrar. A perspectiva é reduzir os custos de construção com novas tecnologias sendo implementadas, vindas principalmente do aporte técnico que estaleiros asiáticos estão trazendo ao Brasil, seja como sócios de grupos nacionais seja como investimento direto em novas unidades.

Hoje, o Brasil ainda está aquém de um nível competitivo. As primeiras encomendas feitas pela Transpetro para renovação de sua frota, por exemplo, contemplam uma escala de evolução na construção dos navios, tanto em preço quanto em prazo. A encomenda foi feita com base em um prazo e preço médio, um pouco acima da escala internacional, mas que previa o valor maior na primeira unidade e um menor na última unidade construída.

Desde que foram feitas estas encomendas, a Petrobras também vem negociando o preço de suas licitações e por várias vezes conseguiu uma redução significativa de diferentes formas: com negociação direta, cancelando o processo licitatório ou reformulando projetos. A petroleira recebe da indústria naval local a resposta de que a carga tributária elevada e o custo alto de mão de obra por vezes inviabilizam encomendas.

Veja matéria completa em nossa revista.

Revista Metal Mecânica e Eletroeletrônica – Edição 98 – Guias OESP

Siga-nos em nosso Twitter: @GuiasOESP