Mercado – Pé no acelerador

Guias Oesp

17 de fevereiro de 2011 | 14h01

Setor imobiliário e câmbio puxam importação e aumento de produção interna de aço longo

Barra e Vergalhões

A depreciação do dólar em relação ao real combinada com o momento histórico que atravessa o mercado imobiliário brasileiro têm estimulado a importação de aços longos. Na esteira de boom imobiliário, no  acumulado do ano passado até setembro, a importação desse tipo de produto por empresas brasileiras cresceu 198,8%, para 1,046 milhão de toneladas, segundo dados mais recentes divulgados pelo Instituto Aço Brasil (IABr). Apenas em setembro foi apurado um aumento de 166,2% nas importações na comparação com igual período do ano anterior, para 131,5 milhão de toneladas. Aproximadamente 60% do aço consumido pelo setor de construção é do tipo longo.

Conforme o Instituto, embora a produção de aço longo tenha crescido 32,5% entre janeiro e setembro de 2010, para 7,881 milhões de toneladas, as vendas avançaram em ritmo mais acelerado no mercado interno (+37,1%), para 6,817 milhões de toneladas. No mês de setembro, em particular, o descompasso entre produção e vendas foi ainda maior, com alta de 5,5% na produção doméstica, enquanto as vendas subiram 11,2%.

Além das facilidades de crédito, incentivos gerados a partir do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e indicadores de emprego e renda em franca expansão, a  desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção faz parte da conjunção de fatores positivos que tem levado a construção civil a registrar volumes de vendas e lançamentos nunca antes alcançados. A desoneração que estaria em vigor até 31 de dezembro, foi prorrogada pelo Ministério da Fazenda, por mais um ano e começa a vigorar a partir de 1º de janeiro deste ano.

Barra e VergalhõesO avanço das importações não se restringe apenas ao aço e pode ser comprovado em diversos segmentos da cadeia da construção, o que tem preocupado representantes do setor. Pesquisa da FGV Projetos indica que entre 2005 e 2009 a importação de aços longos, em dólar, cresceu 303%; ao passo que a de cimento, 113%; lâmpadas, 139%; vidros, 127%; metais sanitários, 67% e material plástico, 100%.

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