Micro e pequenas puxam alta da busca por crédito em maio, diz Serasa

Guias Oesp

16 Junho 2011 | 14h17

A quantidade de empresas que procurou crédito cresceu 10,4% em maio em comparação a abril, de acordo com o indicador Serasa Experian da demanda das empresas por crédito, divulgado nesta quinta-feira (16). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve aumento de 6,2%.

A alta em maio foi determinada pelo avanço de 11% registrado pelas micro e pequenas empresas na comparação com abril, diz a Serasa. Entre as médias e as grandes empresas, as demandas por crédito registraram expansões de 0,6%.

Ainda de acordo com a empresa, a alta mensal também ocorreu por conta da maior quantidade de dias úteis em maio sobre abril (22 contra 19). O mesmo efeito ocorreu na comparação anual, contra maio de 2010 (21).

Acumulado do ano
No acumulado dos primeiros cinco meses de 2011, a demanda das empresas por crédito registrou crescimento de 1,1%, ritmo menor que o observado no acumulado de janeiro a maio de 2010 (alta de 10,8%) e no acumulado de todo o ano passado (aumento de 7,6%).

“A menor velocidade de crescimento em 2011 é reflexo das sucessivas elevações da taxa básica de juros, resultando no encarecimento do custo do crédito e das perspectivas de desaceleração do ritmo de crescimento econômico”, observam os economistas da Serasa, em nota.

Ainda de janeiro a maio, somente as médias empresas estão com queda em termos de demanda por crédito. “Tais empresas são afetadas mais intensamente pelo cenário internacional ainda bastante adverso e pelo câmbio valorizado, tendo em vista a maior concentração de empresas exportadoras na categoria de porte”, avalia a Serasa, em nota.

Região
Todas as regiões geográficas do país exibiram elevação nas demandas de suas empresas por crédito. As maiores delas ocorreram nas regiões Norte (11,4%) e Nordeste (11,3%). As menores altas foram observadas na Sul (9,5%) e na Centro-Oeste (9,4%).

Análise por setor
Na comparação com abril, as empresas do setor de serviços, com crescimento de 11,5%, puxaram o avanço da demanda. Em seguida, vieram as empresas industriais (9,7%) e de comércio (9,6%).

Fonte: G1 – Economia – PME