Morana Bijuterias e acessórios, uma história de sucesso!

guiasoesp

14 de agosto de 2012 | 11h32

O Grupo Estado recebeu ontem, o Empresário Jae Ho Lee, fundador da rede de bijuterias finas, Morana. Ele participou do Encontro PME, que acontece periodicamente na sede da empresa e sempre conta com a presença de um ilustre convidado com uma bela história de empreendedorismo. Através de perguntas de participantes e clientes PME convidados, o empresário contou sua história, os segredos do sucesso de suas empresas e as estratégias adotadas para crescer e competir com grandes concorrentes. 

Sua história

Jae Ho Lee chegou ao Brasil com oito anos em 1972, quando a Coreia do Sul enfrentava constantes conflitos políticos. Depois de se instalar em São Paulo, sua família abriu a Poppy Art & Bijoux e chegou a ter dez lojas. O negócio serviu de inspiração para a primeira rede de bijuterias finas, a Morana, fundada por Lee em 2002.

Quando cursava administração na Universidade de São Paulo, Lee teve seu primeiro contato com o sistema de franquias e concretizou seu projeto ao fundar a Jin Jin Chinese Fast Food em 1992, que depois mudou de nome para Jin Jin Wok Gastronomia Asiática em 2007. Em 2002, resolveu abrir a Morana. Desde então, o empresário não parou de investir em novas redes.

Suas empresas

O Grupo Ornatus é detentor das marcas de franquias Morana, Balonè (acessórios femininos), Jin Jin Wok, Jin Jin Sushi (alimentação) com mais de 300 lojas no Brasil, Estados Unidos e Portugal. Para o segundo semestre, prepara o lançamento das marcas MySandwich e Little Tokyo, ambas no segmento de alimentação.

Perguntas dos convidados:

Jae se considera mais empreendedor ou executivo?

Considera-se mais empreendedor, pois é mais movido a paixão pelo que faz e atribui seu sucesso, entre outras coisas, em detectar um desejo ou necessidade de um determinado público.

Qual a diferença entre empreender no Brasil e em outros países?

Poucas marcas de varejo têm sucesso no exterior, é um mercado extremamente concorrido. As marcas que conseguem estar lá fora ou é por solicitação de algum grupo ou por mera vaidade do dono em dizer que tem uma marca no exterior.

Relação bijuterias-jóias

Jae afirma que hoje em dia não há mais o conceito de jóias como investimento, mas sim como acessório de ornamentação feminina, nesse contexto, as bijuterias finas ganharam espaço no mercado, principalmente pelo fato de as mulheres terem entrado no mercado de trabalho.

Como saber o momento ideal para se estabelecer o modelo de franquia?

O empresário precisa ter muita atenção ao momento certo para não dar um “tiro no pé” e não se queimar no mercado, principalmente se já tiver um nome bem estabelecido.

Para se constituir uma franquia é necessário ter de 40 a 60 lojas.

Como os microempresários, à medida que vão crescendo, começam a receber muitas propostas de franquias, é necessário saber se realmente têm o perfil de franqueador.

Muitos pontos devem ser levados em consideração e é preciso saber que um canal de franquia é um canal de distribuição e que, às vezes, vale mais apena ter 3 lojas próprias do que 60 franqueadas.

Quando se fala em atender um público AA, o sistema de franquia dispensa maiores cuidados ainda, pois é muito difícil manter a qualidade do produto ou serviço oferecido.

Outro ponto importante e que merece atenção é pra não gastar mais do que se vai receber de royalties e sempre pensar na reputação da marca.

 Como convencer uma empresa a investir em sua startup?

Claro que é necessário levar em consideração o retorno, estratégias e viabilidade, mas Jae considera muito mais uma relação de confiança do que qualquer outra coisa. Ele cita o próprio exemplo, ao dizer que os seus primeiros franqueados eram pessoas da sua convivência.

A que atribui o sucesso de suas marcas?

Acha importante não entrar em guerra de preços e mercado. Baseado no posicionamento de sua empresa, ele trabalho com os 3 C’s: custo, concorrência e cliente, no caso deste último, o quanto ele está disposto a pagar.

Como vê a relação familiar nos negócios?

Ele não acredita em sucessão e acha que empreendedorismo não se herda. Apenas 2% das empresas chegam a 3ª geração. A relação com pessoas em geral é algo muito difícil. Falando da experiência com suas empresas ele cita que a tarefa mais difícil são os problemas internos. “Em uma reunião, 90% dos problemas são conflitos de pessoas”, afirma.

Fidelização do franqueado

Jae atribui um papel muito importante ao franqueado ao dizer que “ele é o ar que a gente respira. Os que vão bem querem abrir mais franquias. O franqueado de sucesso faz sua rede crescer, por outro lado, o insatisfeito pode “quebrar” sua empresa”

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