Novas possibilidades – Especial Alumínio

Guias Oesp

13 Junho 2011 | 15h45

Indústria trabalha para atender consumo em alta, que tem tudo para dobrar para 2,5 milhões de toneladas até o fim da década.

Construtoras substituem aço e madeira por alumínio. Fabricantes de embalagens ampliam a produção por conta da demanda em alta, e os investimentos em infraestrutura no setor de energia e transportes também têm elevado compras do metal. Resultado: a indústria do alumínio prevê que o consumo doméstico de produtos transformados de alumínio, cresça entre 13% a 15% em 2011, podendo chegar perto de 1,5 milhão de toneladas.

Segundo estudo da FGV, com estimativas conservadoras, o consumo no país poderá dobrar para 2,5 milhões de toneladas até o fim da década.

Um dos destaques é o segmento de fios e cabos, que deve crescer 58,4% em 2011, movimentando 167 mil toneladas.

Impulsinada pela maior oferta de crédito e pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”, a construção civil, que respondeu por 14% do consumo de alumínio em 2010, também deve continuar demandando mais do metal. “O alumínio preenche as normas de sustentabilidade e tem alto índice de reciclagem”, diz Luis Carlos Loureiro Filho, diretor comercial da Companhia Brasileira de Alumínio – CBA. “O mercado para construção pode crescer 10% ao ano”, afirma o executivo.

Para Loureiro Filho, a realização da Copa do Mundo e da Olimpíada deve impulsionar a demanda por alumínio no mercado interno.

Quem também está de olho no crescimento do mercado é a Alcoa, “O Brasil vive um momento de forte demanda de infraestrutura, com oportunidades para o setor de alumínio, seja na construção civil, seja nas preparações de estrutura para os grandes eventos esportivos, afirma Franklin Feder, presidente da empresa no Brasil.

A Alcoa deverá investir cerca de R$ 455 milhões neste ano em vários projetos, sendo que R$ 119 milhões serão aplicados em geração própria de energia e o restante nas operações de mineração e metalurgia.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada no ano passado pelo governo federal, também poderá representar um estímulo ao setor, que detém um record: o índice de reciclagem do total de latas de alumínio para bebidas é de 98,2%, o que posiciona o Brasil na liderança mundial do indicador desde 2001.

Com a definição da política de resíduos, fabricantes de alimentos e bebidas vão ter que estudar cada vez mais as embalagens de seus produtos, seu valor econômico e sustentável e a logística reversa, o que pode criar oportunidades para as empresas.

Esse cenário coincide com o bom momento das fabricantes de latas de alumínio, cuja produção cresce diante da renda em alta, desemprego em baixa e ascensão das classes C e D. Entre 2010 e 2012, deve ser investido mais de R$ 1 bilhão pelas empresas para aumentar sua produção.

Fonte: Valor Econômico – Segunda-feira, 13 de junho de 2011.

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