O lado bom da crise: O corte para uso industrial teve redução de 11,6%, maior índice em 40 anos

Guias Oesp

19 de novembro de 2010 | 09h07

Imagem de florestaCom a retração no número de construções, concessão de crédito e consumo de energia no mundo, a Organização das Nações Unidas estima que a queda no consumo global de madeira e papel em 2009 renha chegado a 11,6%, a maior redução em 40 anos. No Hemisfério Norte, o  corte de madeira para uso industrial atingiu o menor nível desde 1964. No Sul, e o comércio e a produção de madeira tropical também cairam.

Com a crise nos países ricos e o real valorizando, a ONU ainda mostrou que o Brasil perdeu espaço nos mercados entrangeiros para a madeira asiática e a produção nacional passou a atender principalmente o mercado interno, em plena expansão do setor de construção.

A ONU alerta que  a madeira usada para construção e energia não é o principal motivo para o desmatamento das florestas pelo mundo. Queimadas para transformar um terreno em terra arável, mineração e outras atividades são fatores que teriam um impacto ainda maior que a venda de madeira. Mas, mesmo assim, o que se comprovou foi uma queda acentuada na produção pelo mundo. Pela primeira vez, em 20 anos, o corte de árvores no Hemisfério Norte para atender ao setor industrial ficou abaixo de um bilhão de metros cúbicos. No total, 300 milhões de metros cúbicos a menos de madeira foram usados em 2009 em comparação a 2007. Nos países do Leste Europeu, Rússia, EUA e Canadá a queda foi de 14%.

Imagem de madeiraO mercado para madeira tropical também enfrentou um período de contração. As exportações desses produtos para o mercado europeu caíram para os índices mais baixos desde a década de 60, com uma redução de 36%. A China continua sendo o maior importador de toras de madeira tropical, mas passou de uma importação de 8 milhões de metros cúbicos em 2007 para apenas 5,5 milhões em 2009.

Veja matéria na íntegra em:

Revista Construção – Edição 113 – Guias OESP

Fornecedores de Madeira – Guias OESP

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.